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Política

Lula escolhe Wellington César Lima para comandar o Ministério da Justiça

Atualmente, ele ocupa o cargo de advogado-geral da Petrobras e já atuou como ministro da Justiça por menos de um mês no governo Dilma

ministério da justiça
Com trajetória marcada pela atuação como promotor na Bahia por quase dez anos, ele se aproximou do núcleo do PT durante a gestão do senador Jaques Wagner (PT) | Foto: Humberto Filho/Secom/MP-BA

A nomeação de Wellington César Lima e Silva para comandar o Ministério da Justiça foi oficializada nesta terça-feira, 13, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O advogado assume a vaga deixada por Ricardo Lewandowski.

Wellington atua como chefe do setor jurídico da Petrobras, cargo que assumiu por indicação direta de Lula.

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Com trajetória marcada pela atuação como promotor na Bahia por quase dez anos, ele se aproximou do núcleo do PT durante a gestão do senador Jaques Wagner (PT).

Entre 2010 e 2014, exerceu a função de procurador-geral de Justiça do Estado, o que intensificou seus laços políticos.

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Proximidade de Wellington César com o governo petista

No governo de Dilma Rousseff, em 2016, Wellington César chegou a ser ministro da Justiça por menos de um mês.

Por ser procurador do Ministério Público da Bahia (MP-BA), o Supremo Tribunal Federal (STF) impediu sua nomeação e exigiu que ele se exonerasse do Ministério Público para permanecer no cargo.

Onze dias depois de tomar posse, ele pediu demissão do Ministério da Justiça, e o então vice-procurador-geral eleitoral, Eugênio Aragão, assumiu o posto.

Leia também: “Tirania documentada”, artigo de Artur Piva publicado na Edição 304 da Revista Oeste

Mais recentemente, na atual administração federal, atuou como secretário de assuntos jurídicos da Casa Civil, exercendo funções próximas ao presidente.

Com graduação em direito pela Universidade Federal da Bahia, Wellington César acumula mestrado em ciências criminais e chegou a iniciar doutorado em direito penal e criminologia. Sua trajetória no Ministério Público da Bahia começou em 1991, como promotor de Justiça.

Saída de Lewandowski e bastidores da decisão

Ricardo Lewandowski apresentou seu pedido de demissão há poucos dias, encerrando quase dois anos à frente do Ministério.

Conforme pessoas próximas, ele justificou o afastamento dizendo estar “cansado de ser ministro”, além de expressar o desejo de retomar atividades em seu escritório de advocacia, dar consultorias e se dedicar à família e aos netos, conforme relatou em carta.

Segundo relatos de pessoas próximas, Lewandowski cogitava deixar o governo há cerca de um ano.

Inicialmente, ele resistiu ao convite para assumir o Ministério depois da ida de Flávio Dino para o STF, aceitando a função apenas depois da insistência de Lula, com quem mantém relação próxima desde o início do primeiro mandato do presidente.

Lewandowski encerra sua gestão com sensação de frustração, principalmente pela falta de avanço na PEC da Segurança Pública, proposta considerada prioritária em sua atuação e que está parada na Câmara desde abril.

A aprovação da PEC era vista como fundamental para estruturar uma divisão do ministério em duas pastas distintas.

2 comentários
  1. Luiz fernando Chalet ferreira
    Luiz fernando Chalet ferreira

    Melhor curtir os netos do que pensar em mudar a cabeça dos adultos

  2. Leonardo de Almeida Queiroz
    Leonardo de Almeida Queiroz

    Lewandowski frustrado é uma boa noticia para o Brasil!

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