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Política

Michelle Bolsonaro é recebida no Paraná com coro de `senadora'

A ex-primeira-dama participou do encontro estadual da ala feminina do Partido Liberal (PL), que é presidida por ela desde março

michelle bolsonaro senadora paraná
Michelle Bolsonaro: para aliados do PL, ela pode concorrer ao cargo de senadora pelo Paraná, caso Sergio Moro tenha o mandato cassado pela Justiça Eleitoral | Foto: Reprodução/Instagram/PL Mulher

Cotada para disputar as eleições suplementares para o Senado caso Sergio Moro (União-PR) seja cassado por abuso de poder econômico, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) foi recebida com um coro de “senadora” em um evento do PL Mulher em Curitiba neste sábado, 16. Na capital do Paraná, ela afirmou que o povo do Estado deve eleger alguém “realmente elegante”.

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A ex-primeira-dama participou do encontro estadual da ala feminina do Partido Liberal (PL), que é presidida por ela desde março. Enquanto discursava, Michelle disse que Deus teria a chamado para “algo novo no Brasil”. Foi quando o coro de “senadora” começou por parte dos apoiadores.

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Depois do coro, Michelle ainda alfinetou Moro, que foi alvo de críticas após a sabatina do ministro da Justiça, Flávio Dino, aprovado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) na última quarta-feira, 13. Moro foi visto abraçando e rindo ao lado de Dino durante a sessão da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado. Depois da audiência, flagrou-se que um assessor do ex-juiz recomendou, por mensagens, que ele não revelasse publicamente um apoio à indicação do novo ministro do STF.

“Deus vai dar sabedoria para vocês escolherem o melhor para o Estado do Paraná”, disse Michelle, em meio ao evento do PL na capital do Paraná. “Uma pessoa que seja realmente elegante, que possa ter elegância para trabalhar e para lutar por esse Estado tão maravilhoso.”

Processo contra Moro na Justiça Eleitoral

Moro
O senador Sergio Moro (União-PR) enfrenta processo que pode cassar o seu mandato — e torná-lo inelegível por oito anos | Foto: Agência Brasil

Moro enfrentará um julgamento do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) por abuso de poder econômico. A ação é movida pelo PL, de Michelle Bolsonaro, e pela Federação Brasil da Esperança, que é composta por três partidos de esquerda: PT, PCdoB e PV.

No processo, os partidos acusam Moro de ter causado um desequilíbrio nas eleições para senador em outubro do ano passado. Na disputa junto ao eleitorado paranaense, o membro do União Brasil foi eleito com 1,9 milhão de votos (33,5% dos votos válidos). Paulo Martins (PL) e Álvaro Dias (Podemos) foram os outros dois mais bem votados na disputa pelo cargo, com 29,1% e 23,9% dos votos válidos.

Leia também: “Janaina Paschoal defende Sergio Moro e critica tentativa de cassação”

Em um parecer protocolado na última quinta-feira, 14, o Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu a cassação do senador e sua inelegibilidade por oito anos. Com a manifestação do MPE, o próximo passo no julgamento contra Moro será apresentação do voto do relator do processo eleitoral, que é o desembargador Luciano Carrasco Falavinha Souza. Segundo o advogado Luiz Peccicin, que representa o PT no caso, a previsão é que isso ocorra no dia 22 de janeiro.

Caminho para Michelle Bolsonaro poder se tornar senadora pelo Paraná

Michelle Bolsonaro
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro; à frente do PL Mulher, ela foi chamada de ‘senadora’ em evento com aliadas no Paraná | Foto: Isác Nobrega/PR

Se Moro for condenado pelos crimes em que é denunciado, seu mandato será cassado pelo TRE-PR. Caso isso ocorra, será realizada a chamada eleição suplementar para eleger uma nova chapa que irá tomar posse no Senado até 2030. O pleito será marcado depois de o processo contra o senador pelo União Brasil transitar em julgado. Ou seja, só ocorrerá depois da decisão final no Tribunal Superior Eleitoral.

Com a possibilidade de cassação de Moro, o nome de Michelle Bolsonaro tem sido ventilado entre os possíveis concorrentes para o Senado. Para ser candidata no Paraná, a ex-primeira-dama precisa comprovar um domicílio eleitoral no Estado seis meses antes da realização da eleição.

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, os deputados federais do Partido dos Trabalhadores Zeca Dirceu e Gleisi Hoffmann e o ex-líder do governo Bolsonaro na Câmara Ricardo Barros (PP) também já manifestaram interesse em ocupar a vaga deixada por Moro.

Além do nome de Michelle Bolsonaro estar nas discussões, outro cotado do PL na eventual disputa é o ex-deputado Paulo Martins. Em segundo lugar na disputa pelo Senado no ano passado, ele perdeu a vaga para Moro por cerca de 250 mil votos.

Leia também: “Como vota, senador?”, reportagem de Silvio Navarro publicada na Edição 195 da Revista Oeste


Revista Oeste, com informações da Agência Estado

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2 comentários
  1. Antonio C. Lameira
    Antonio C. Lameira

    O que significa votar em pessoas elegantes? isso basta para ser alçadas na politica? outros atributos como: probidade, não esfaquear pelas costas pessoas que ontem estava do seu lado, destruir a honra dos seus colegas de partido quando não os interessa mais, quem se traveste de elegante para chegar ao poder, não provará para o que veio fazer na politica.

  2. Reinaldo Terribelli
    Reinaldo Terribelli

    Essa sim é a primeira dama .
    Ao contrario da baranga alpinista deslumbrada

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