Ministro Milton Ribeiro é exonerado da Educação

Membro do governo Bolsonaro vinha sofrendo pressões depois de vazamento de conversas sobre supostos favorecimentos
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Milton Ribeiro deixa a Educação em meio à crise
Milton Ribeiro deixa a Educação em meio à crise | Foto: Antonio Molina/FotoArena/Estadão Conteúdo

Em meio a pressões depois de vazamentos de áudios de conversas telefônicas, Milton Ribeiro foi exonerado nesta segunda-feira, 28, do comando do Ministério da Educação (MEC). A decisão assinada pelo presidente Jair Bolsonaro foi publicada em edição extraordinária do Diário Oficial da União (DOU).

Milton Ribeiro é alvo de um inquérito da Polícia Federal (PF) e do Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeitas de favorecimentos a pastores na distribuição de verbas do MEC. O ministro deveria comparecer ao Senado nesta semana para responder sobre o episódio.

Entenda a denúncia

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Em áudio vazado pelo jornal Folha de S.Paulo e repercutido pela imprensa na última semana, o ministro afirmou que o pedido de prioridade aos pastores teria partido do presidente Jair Bolsonaro.

No diálogo, Milton Ribeiro fala com prefeitos e dois pastores, Gilmar dos Santos e Arilton Moura. “Foi um pedido especial que o presidente da República fez para mim sobre a questão do Gilmar”, disse.

Também na semana passada, o jornal O Estado de S. Paulo divulgou que o prefeito Gilberto Braga (PSDB), da cidade de Luís Domingues (MA), disse que o pastor Arilton Moura pediu R$ 15 mil adiantados apenas para protocolar demandas. Em seguida, definiu o preço da propina. “Traz 1 quilo de ouro para mim”, teria dito o pastor ao governante municipal.

Comissão de Educação no Senado

No primeiro momento, Milton Ribeiro rebateu as denúncias de irregularidades e atendeu veículos de imprensa para tentar explicar o caso. O ministro da Educação divulgou também uma nota, na última semana, dizendo não existir nenhuma possibilidade de ele “determinar alocação de recursos para favorecer ou desfavorecer qualquer município ou Estado”.

Mas, depois de o vazamento virar crise para o governo, Ribeiro aceitou falar à Comissão de Educação do Senado sobre o caso, atendendo a um requerimento de Randolfe Rodrigues (Rede-AP). O ministro havia combinado a ida ao plenário em conversa com o senador Marcelo Castro (MDB-PI), presidente da comissão.

Em outro requerimento, foi convocado a depor Marcelo Ponte, presidente do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação (FNDE). O órgão é responsável pela transferência de recursos a municípios. Também foram chamados os pastores mencionados no áudio — Gilmar Silva dos Santos, presidente da Convenção Nacional de Igrejas e Ministros das Assembleias de Deus no Brasil, e Arilton Moura, assessor de Assuntos Políticos da mesma entidade.

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16 comentários Ver comentários

  1. Amigos, perdoem o esquerdista . Ele não sabe o que fala (ou escreve). Ser alfabetizado e cooptado por adeptos paulofreirianos é o grande defeito de grande parte dos brasileiros contemporâneos. O que me estranha é um sujeito desses ser assinante da Revista OESTE e ainda emitir suas opiniões aqui. Muito estranho.

  2. O líder bolsonarista nomeia um ministro para a pasta da Educação e ao mesmo tempo, indica dois pastores para intermediar o ministério para articular com as milhares de prefeituras espalhadas pelo interior do país. Os tais pastores fazem toda a LAMBANÇA e é o ministro que é demitido?
    Tá difícil… Tá difícil. Será que o caminho correto não é mesmo a tal 3ª via? Começo, sériamente a pensar nisso.

    1. Como todo comuna, vc. joga com o Lúcifer, logo se vê com quem vc. está, pois falar em 3 via, é coisa de comuna. Vai articular com o Ciro. O único caminho é Bolsonaro, mas para quem joga com a esquerda, tudo é desculpa para criticar o presidente.

  3. O Brasil só tem uma saída, fechar o Ninho de Ratos ( câmara e senado) e a pocilga (“stf”).
    Mas cadê a coragem? Onde estão as nossas gloriosas FFAA?

    1. Exatamente isso que a esquerda quer para logo depois derrubar a Presidência. Presta atenção noutro país sul americano que foi por esse caminho. Logo depois, os setores que apoiaram tais medidas, se voltaram contra o Presidente e impicharam ele.

  4. Se tivesse criado o mensalão, petrolão, roubado trilhões dos brasileiros e colocado 9 de 11 “ministros” no stf estava de boa, nenhum mal lhe seria atribuído e ainda teria 742% das intenções de voto para presidente. Milton Ribeiro tá vacilando.

  5. Acuse-os de cometer os crimes que você comete.
    Isto está na cartilha de manipulação propagandista.
    A história é velha…
    Mas sempre se repete.

    1. mais do que a desonestidade e o parasitismo, a “marca tegistrada” da vermelhada é a burrice – essa gente não é páreo para os conservadores.

    2. Pela qualidade do Português que se vê no texto, Jota, têm-se ideia do posicionamento político do cidadão. Esse tipo sempre vai torcer pela derrocada do Brasil.

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