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Política

Nunes Marques anula multa do TCU a ex-presidente da Petrobras

Ministro do STF considerou 'ausência de provas' para responsabilizar Gabrielli por compra da Refinaria de Pasadena

Ex-presidente da Petrobras José Sergio Gabrielli
Ex-presidente da Petrobras José Sergio Gabrielli | Foto: Arquivo/Agência Brasil

O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou a multa aplicada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) ao ex-presidente da Petrobras José Sergio Gabrielli. A penalidade estava ligada à tentativa de compra da segunda metade da Refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, então sob controle da belga Astra Transcor.

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A refinaria foi alvo da Operação Lava Jato. Mesmo ao reconhecer que há documentos que indicam a participação de Gabrielli nas negociações, o ministro afirmou que não existem provas de seu envolvimento na definição de um preço considerado abusivo.

“No caso de José Sérgio Gabrielli de Azevedo, foi consignada a ausência de indícios de atuação abusiva”, diz a decisão de Nunes Marques. “Em outras palavras, não foi feita prova de que ele houvesse autorizado as negociações conduzidas por Nestor Cuñat Cerveró mediante a carta de intenções antes de serem avaliadas pela Diretoria Executiva.”

O documento, com valor de compra de US$ 588 milhões, foi assinado por Nestor Cerveró, então diretor internacional da Petrobras. A proposta foi para a Astra Transcor, sócia da estatal em Pasadena. Depois, a Astra elevou o valor para US$ 787 milhões.

O Conselho de Administração da Petrobras rejeitou a oferta. Em seguida, a empresa belga acionou a estatal na Justiça. O processo resultou em um acordo extrajudicial, no qual a Petrobras pagou US$ 820,5 milhões, conforme apontou o TCU.

Nunes Marques criticou base das acusações

Para Nunes Marques, o acórdão do TCU se baseou “basicamente em ilações feitas a partir de delação premiada, à míngua de outras provas que corroborem a acusação”. Leia a decisão:

Em 2014, o TCU responsabilizou Gabrielli por má gestão e o incluiu entre os dirigentes obrigados a ressarcir os cofres públicos. Já em 2017, o ex-presidente da estatal foi condenado a pagar multa de R$ 10 milhões. No ano passado, Nunes Marques já havia anulado uma condenação anterior relacionada à Petrobras.

Leia mais: “Oposição critica decisão do STF sobre Marco Civil da Internet: ‘Censura legalizada'”

O ministro também rejeitou a acusação de que a compra da refinaria permitiria contratar uma empreiteira específica para reformas, com custo estimado de R$ 2 bilhões. Segundo ele, essa alegação se baseia em “conjecturas e suposições”, sem provas que liguem Gabrielli à definição de valores ou à escolha da empresa.

Gabrielli presidiu a estatal de 2005 a 2012, durante os governos Lula e Dilma Rousseff, ambos do PT.

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2 comentários
  1. Julio José Pinto Eira Velha
    Julio José Pinto Eira Velha

    Brasil, paraiso de corruptos que dão viva ao stf.

  2. Nerivaldo Carvalho dos Santos
    Nerivaldo Carvalho dos Santos

    No Brasil o corrupto é Intocável , principalmente se ele roubar Milhões

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