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Política

PL Antifacção é ‘furto político’, diz Lindbergh

Líder do PT acusa oposição de desfigurar projeto para uso eleitoral

Lindbergh Farias, líder do PT na Câmara | Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Lindbergh Farias, líder do PT na Câmara | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ), afirmou que o presidente Lula da Silva foi vítima de um “furto político” no debate sobre o PL Antifacção. Segundo ele, o governo elaborou a proposta original para fortalecer o combate ao crime organizado, endurecer penas, bloquear bens e criar um banco nacional de informações sobre facções. 

O conteúdo, no entanto, argumenta o petista, teria sido alterado depois da escolha do deputado Guilherme Derrite (PP-SP) como relator. Lindbergh disse principalmente que a mudança de relatoria representou uma quebra de confiança. Derrite reassumiu o mandato na Câmara depois de deixar a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo e assim apresentar um novo texto. 

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Lindbergh: efeitos jurídicos graves

Para o esquerdista, o relator “subtraiu a autoria e o sentido técnico” da proposta ao aproximar o enquadramento das facções criminosas a terrorismo, algo que, segundo ele, não constava no texto inicial. O líder do PT afirma que essa “equiparação funcional” entre crime organizado e terrorismo cria efeitos jurídicos graves. 

Leia também: “Insegurança nacional”, reportagem de Cristyan Costa publicada na Edição 295 da Revista Oeste

Entre eles, a possibilidade de aplicar tratados internacionais de combate ao terrorismo, com riscos de sanções financeiras, congelamento de bens e cooperação policial estrangeira. Para Lindbergh, essa alteração transforma uma política pública nacional em instrumento de disputa eleitoral.

Ele argumenta que o governo queria fortalecer o Estado brasileiro, enquanto o relatório apresentado por Derrite abriria margem para uso externo e político da legislação. O deputado classifica a mudança como “furto político”, cometido, segundo ele, “sob o manto da confiança institucional”.

Derrite: proposta para endurecer penas

O relatório de Derrite, apresentado na sexta-feira 7, prevê penas que variam de 20 a 40 anos para integrantes de facções, milícias e grupos paramilitares. Em casos agravados, as punições podem ultrapassar 60 anos. Além disso, o texto cria novos tipos penais, como domínio territorial armado e sabotagem de serviços públicos.

A proposta também endurece a execução penal. A progressão de regime poderá ocorrer apenas depois do cumprimento de até 85% da pena. Líderes de facções deverão ser mantidos em presídios federais de segurança máxima.

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7 comentários
  1. Antonio Saggese Netto
    Antonio Saggese Netto

    O “lindinho”, não tem jeito mesmo. Defende bandidos descaradamente. Mas, o principal medo dele (s) dessa lei, que por sinal é muito boa e precisamos muito dela, é que atingirá também o mst como grupo terrorista que é.

  2. Edson Csuraji
    Edson Csuraji

    É filhote da anta e do jegue. Excrescências inúteis.

  3. FRANCISCO FERREIRA
    FRANCISCO FERREIRA

    Eu fico de queixo caído com a tara que a esquerda tem por bandido. Defendem criminosos como defenderiam a si mesmos, o que leva à conclusões que lutam pela sua sobrevivência, afinal aprendi com meus pais que defendemos nossos iguais.

  4. Plínio de Assis Tavares Junior
    Plínio de Assis Tavares Junior

    Agora ,ele cuida da própria pele pq mais dia ou menos vai pra cadeia.

  5. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    Linderberg o jovem dos cabelos grisalhos que parou no tempo. E ainda firme na nostalgia dos caras pintadas de Collor, e ainda segurando o muro de Berlim. Patético.

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