O advogado Jeffrey Chiquini, que cuida do caso do tenente-coronel Rodrigo de Azevedo na ação da suposta trama golpista, classificou a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro como “flagrantemente ilegal e abusiva”. Em publicação no X, ele afirmou que a narrativa sobre supostas falhas na tornozeleira eletrônica não poderia fundamentar a medida.
“Qualquer discussão sobre falhas na tornozeleira, que supostamente ocorreram na madrugada do dia 22, é irrelevante diante do fato de que a PF e a PGR já tinham solicitado a prisão no dia 21, portanto ANTES de qualquer situação envolvendo a tornozeleira”, escreveu no X. “Atos futuros não podem justificar manifestações pretéritas. Ainda não vivemos no regime do Minority Report.”
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Chiquini também ressaltou que o ex-presidente já estava sendo monitorado e não havia risco concreto que justificasse a prisão preventiva. “Bolsonaro estava em prisão domiciliar, com monitoramento eletrônico e forte vigilância da polícia. Não havia nenhum risco de fuga. Não havia nenhum risco real à ordem pública. Não houve nenhuma alteração fática.”

Para ele, a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes demonstra que o resultado do processo já estaria previamente definido. “Ao ordenar a prisão do presidente Bolsonaro com base numa hipótese genérica sobre a manutenção da ordem pública, Moraes confessa que o julgamento e seus recursos são meras formalidades e antecipa, ilegalmente, que rejeitará um recurso que a defesa do Presidente sequer apresentou ainda.”
O advogado defendeu uma reação firme à decisão. “Não podemos reagir a mais esse abuso com meias palavras. É necessário chamar as coisas pelo nome e denunciar o arbítrio de Alexandre de Moraes e da Polícia Federal aparelhada de Andrei Rodrigues e Lula.”
A prisão de Bolsonaro neste sábado, 22
Bolsonaro foi preso às 6h40, em sua casa, e levado para a Superintendência da Polícia Federal. Ele passa por exame de corpo de delito. Na decisão, Moraes determinou que os policiais não usassem algemas, não houvesse “exposição midiática” e deixou a critério da corporação o uso de uniforme e armas.
O ministro também ordena que, depois do cumprimento da medida, a autoridade policial comunique imediatamente ao STF.
Bolsonaro está em prisão domiciliar desde agosto, decretada por Moraes, num inquérito em que era investigado por coação, juntamente com seu filho Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que se licenciou da Câmara Federal e vive nos EUA. Jair Bolsonaro não foi denunciado nesse caso, mas segue preso.









































o Desespero de Alexandre de Moraes e grande, porque ele sabe que o impeachment dele e inevitável e provavelmente vai acontecer quando ele for Presidente do STF, vai se uma grande humilhação nacional quando isso acontece . Tudo tem seu Tempo.
Retirar Bolsonaro da prisão domiciliar antes do trânsito em julgado revela o medo da Polícia Federal das reações populares quando chegar o momento da prisão que já está decidida! Vão levá-lo da Polícia Federal para a Papuda na calada da noite! Presidente corre real risco de vida a qualquer momento na masmorra da PF!
Ministério da Verdade – George Orewell – 1984. 🤪