Reforma tributária de Guedes divide o DEM

Tendo Maia como expoente, o partido iniciou um aberto movimento de oposição à reforma tributária de Guedes, que defende um imposto sobre pagamentos eletrônicos. Uma ala da legenda, entretanto, é a favor do debate
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Deputado Luis Miranda (DEM-DF) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), se cumprimentam no Plenário da Câmara. Os dois são favoráveis a debater a proposta de reforma tributária do ministro da Economia, Paulo Guedes 
Foto: Divulgação
Deputado Luis Miranda (DEM-DF) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), se cumprimentam no Plenário da Câmara. Os dois são favoráveis a debater a proposta de reforma tributária do ministro da Economia, Paulo Guedes Foto: Divulgação

Tendo Maia como expoente, o partido iniciou um aberto movimento de oposição à reforma tributária de Guedes, que defende um imposto sobre pagamentos eletrônicos. Uma ala da legenda, entretanto, é a favor do debate

Deputado Luis Miranda (DEM-DF) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), cumprimentam-se no plenário da Câmara | Foto: Divulgação

A sugestão de reforma tributária do ministro da Economia, Paulo Guedes, rachou o DEM. O partido iniciou um movimento frontalmente contrário ao imposto sobre transações defendido pelo governo, chamado de “Xô, CPMF”, em referência à extinta Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras.

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O expoente dessa articulação opositora é o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Entretanto, outros atores políticos da legenda sinalizam disposição a favor do debate e até da proposta de Guedes. O expoente do grupo a favor da discussão lançada pela equipe econômica é o próprio presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Até o momento, Alcolumbre não saiu abertamente em defesa do imposto sobre transações eletrônicas, mas, nos bastidores, sinaliza apoio ao debate. Não à toa Guedes afirmou, em live na noite de ontem, quinta-feira 16, que vai entregar nas mãos do presidente do Senado sua proposta da reforma tributária.

Pressão

Também não é para menos que Maia pressiona Alcolumbre para apoiar a retomada da reforma “do Congresso”. O presidente da Câmara é um crítico da reforma tributária de Guedes, que visa a desonerar a folha de pagamento. O presidente do Senado, contudo, não é o único a defender o debate em torno da proposta do governo.

O presidente da Frente Parlamentar Mista da Reforma Tributária, deputado Luis Miranda (DEM-DF), vice-líder do Centrão, também é. Nomes do partido ligados à bancada evangélica, como Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ) e David Soares (DEM-SP), também sinalizam essa posição nos bastidores.

Substituição

Em termos quantitativos, suspeita-se que haja mais deputados do DEM apoiando Maia do que o contrário. Mas ter Alcolumbre ao lado do governo pode ser um fator determinante para atrair parlamentares da legenda e até de outros partidos do Centrão, analisa um interlocutor do governo.

Questionado por Oeste sobre o posicionamento do DEM, Miranda também afirma ser contrário à criação de uma “nova CPMF”. Mas defende um Imposto sobre Movimentação Financeira (IMF) para substituir a tributação sobre a folha de pagamento das empresas, e não um novo imposto, com caráter unicamente arrecadatório.

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2 comentários Ver comentários

  1. O correto é dimimuir o tamanho do Estado e suas mordomias, com isto as despesas naturalmente diminuiriam. Caso contrário tem que meter a mão no bolso da iniciativa privada, quem produz riqueza..

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