O relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) n° 65/2023, senador Plínio Valério (PSDB-AM), negou, nesta quarta-feira, 17, que o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), tenha atuado para incluir a chamada “emenda Master” no texto que amplia a autonomia administrativa, financeira e orçamentária do Banco Central.
Em nota, Plínio afirmou que as informações divulgadas sobre uma suposta articulação de Wagner “não correspondem absolutamente à verdade”. Segundo o senador, o petista nunca tratou do assunto com ele, e a proposta foi rejeitada por não ter relação com o conteúdo da PEC.
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“Tenho acompanhado o noticiário envolvendo o nome do senador Jaques Wagner, afirmando que ele teria atuado para que eu, como relator da PEC n° 65/23, acatasse a emenda batizada de ‘emenda Master'”, afirmou Plínio Valério. “Isso não corresponde absolutamente à verdade. Em nenhum momento o senador Jaques Wagner sequer tocou nesse assunto comigo. A emenda foi rejeitada de pronto por não guardar relação com a matéria.”
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PEC deve ir ao plenário, e investigação cita Wagner
Também nesta quarta-feira, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), informou que definirá até sexta-feira 19 a data de votação da PEC n° 65/2023 no plenário. A proposta, aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça, concede autonomia orçamentária e financeira ao Banco Central e inclui o Pix na Constituição.
A manifestação de Plínio ocorreu um dia antes de Jaques Wagner passar a ser citado na Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), que investiga supostas vantagens concedidas pelo empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, a agentes públicos.
Segundo as investigações, a PF apura se o senador petista atuou em favor dos interesses do Master no Congresso, inclusive em relação à chamada “emenda Master”, apresentada pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), que ampliava a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos.
Saiba mais:
A investigação também envolve mensagens trocadas entre Wagner e o empresário Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro, além de pagamentos feitos à empresária Bonnie Bonilha, mulher do enteado do senador, por meio de contratos de consultoria.
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