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Política

Senado aprova projeto que altera ICMS sobre combustíveis

Mais cedo, Casa aprovou o projeto que cria um fundo de estabilização dos preços dos combustíveis e um auxílio-gasolina

Plenário do Senado
Plenário do Senado | Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Por 68 votos a 1, o Senado aprovou nesta quinta-feira, 10, o projeto que promove alterações na cobrança do ICMS sobre combustíveis. O tributo é estadual.

O texto estabelece uma alíquota unificada e em valor fixo para o ICMS sobre combustíveis em todo o país. Atualmente, o imposto varia de Estado para Estado.

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Pela proposta, o ICMS passaria a ser um valor unitário cobrado sobre o litro de combustível, em vez de um percentual sobre o valor final da compra.

A porcentagem a ser cobrada será definida mediante deliberação dos Estados e do Distrito Federal. Ele deve ser uniforme em todo o território nacional, mas poderá ser diferenciado por produto.

O texto aprovado no Senado estabelece a chamada “monofasia” – ou seja, prevê que o ICMS, que é um tributo estadual, incidirá sobre os combustíveis uma única vez.

A mudança tenta acabar com o chamado “efeito cascata” verificado atualmente, em que o tributo incide mais de uma vez ao longo da cadeia de produção dos combustíveis.

O projeto teve origem na Câmara, onde foi aprovada em outubro do ano passado, mas como foi modificado no Senado, o texto retorna para a análise dos deputados.

Fundo de estabilização e auxílio-gasolina

Mais cedo, por 61 votos a 8, o Senado aprovou o projeto que cria um fundo de estabilização dos preços dos combustíveis. Agora, a proposta seguirá para a análise da Câmara dos Deputados.

A conta tem por o objetivo reduzir o impacto da volatilidade dos preços dos combustíveis derivados do petróleo, do gás de cozinha e do gás natural, para o consumidor final.

A proposta também cria o auxílio-gasolina, destinando um “vale” nos valores de R$ 100 e R$ 300 por mês para taxistas, mototaxistas e motoristas de aplicativos. O custo total está limitado a R$ 3 bilhões.

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2 comentários
  1. Daniel BG
    Daniel BG

    No final das contas esse fundo de estabilização dos preços vai sair dos bolsos dos pagadores de impostos. Talvez disfarçado entre as mesmas artimanhas que o governo petista conseguia fazer.

  2. Osvaldo Nogueira
    Osvaldo Nogueira

    O álcool combustível também vem Rússia ou Ucrânia?

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