Sergio Moro abandonou o país, afirma Fábio Faria

Ministro das Comunicações rechaçou as possibilidades de o ex-juiz ser eleito presidente da República em 2022
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Fábio Faria criticou o ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro
Fábio Faria criticou o ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro | Foto: Roberto Casimiro/FotoArena/Estadão Conteúdo

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, rechaçou as possibilidades de o ex-juiz Sergio Moro ameaçar a reeleição do presidente Jair Bolsonaro em 2022. Em entrevista concedida ao jornal O Estado de S. Paulo, Faria afirmou que o ex-ministro não teria capacidade política para lidar com o Parlamento, razão por que não faria sentido uma possível candidatura ao Planalto.

“Moro tem zero habilidade política”, criticou Faria, que recentemente celebrou o fim do leilão do 5G. “Como vai se relacionar com o Congresso, com o grupo de ministros? É acostumado a tomar decisão e mandar cumpri-la. Política é convencimento, diálogo. É abrir mão de coisas em nome do consenso.”

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Segundo Faria, o ex-juiz não prestou serviços ao Brasil durante a maior crise sanitária da era moderna. “Onde esteve no último ano, quando passávamos pela pandemia?”, perguntou. “Foi parar nos Estados Unidos. Foi embora, abandonou o país. E volta agora para querer ser candidato?”

O ministro disse ainda que são pequenas as possibilidades de Moro se tornar presidente da República. “Não acredito que terá voto da esquerda ou da direita”, observou. “Não o vejo captando gente de dentro do governo, da base bolsonarista. Acho Moro totalmente sem capacidade para ser presidente.”

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9 comentários Ver comentários

  1. Sergio Moro traiu a Patria com seu ego enorme.
    Jamais vai querer concorrer a uma vaga no senado justamente por conta do ego.
    Vai ficar perambulando pelo cenario politico sem sequer fazer poeira. Seu legado fica, sua carreira de juiz acabou e a de politico nunca existirá. Bye Moro, volte pra América.

  2. Acho que o ministro fez a análise perfeita.

    Sergio Moro é um herói, mas é um “herói caído”, como o Joaquim Barbosa (ex-ministro do STF). Teve um papel importantíssimo na história do país, mas não conseguiu ver a total dimensão do seu personagem. Era um gigante como juiz e se tornou um pigmeu como ministro. Imaginem o que o establishment faria com um “Presidente Moro”! Seria emparedado e isolado, ridicularizado, muito mais do que Bolsonaro foi. Quem seriam seus ministros e quanto tempo resistiriam nos cargos, tendo que enfrentar a oposição e o próprio presidente inflexível? Quanto sofrimento seria imposto ao país para forçar sua queda?

    Moro não está preparado para a política, e a política não está preparada para Moro. Ele deveria fazer como o capitão Bolsonaro: passar por um aprendizado no Congresso e, quem sabe, daqui a dois ou três governos conservadores, liderar um aperfeiçoamento do nosso país. Se for candidato a deputado federal, certamente estará entre os mais votados. Se for candidato a Presidente, provavelmente experimentará uma grande decepção que pode ser insuportável para o seu idealismo.

  3. Sergio Moro como senador poderá fazer muito mais para o Brasil do que se for candidato a presidência. Vide o que atualmente acontece com as ótimas idéias do Paulo Guedes, graças a esse nosso “excelente” congresso (renovação, espero que com Moro, Dallagnol… e menos jogadores, comediantes, traficantes….).

  4. O ex-juiz, neste momento, candidatar-se à PR parece ser mais egocentrismo do que altruísmo. Por questão financeira é que não é, do contrário, permaneceria na iniciativa privada. Sergio Moro provou que não estava preparado para sair da magistratura e assumir outra posição, no Executivo. Parece que tratou o ministério da justiça e da segurança pública como sendo a 13a. Vara Federal de Curitiba. E não deu certo. Uma pena. Se Sérgio Moro quer ser político profissional deve buscar uma vaga na Câmara ou no Senado para trabalhar pela melhoria das legislações do País, especialmente às que tratam dos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, etc. Ele tem domínio do assunto. Será mais útil ao Brasil no legislativo. E, futuramente, quem sabe, disputar um cargo de governador, e/ou a Presidência da República. Assim, “ficará bonito na foto”.

  5. Habilidade política para esse elemento deve ser o toma lá dá cá, conchavos, patrimonialismo e tudo ficar como está para as mesmas quadrilhas continuarem a mandar e a roubar.
    A máquina de triturar reputações do planalto já entrou em atividade contra Moro. É a infâmia que vem dos porões do poder.

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