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Política

Veja os principais pontos da reforma administrativa

Projeto foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara na terça-feira 25

Fachada do Congresso Nacional | Foto: André Corrêa/Senado Federal

Depois de ser aprovada na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara na terça-feira 25, a reforma administrativa vai começar a ser analisada em uma comissão especial. A proposta, encaminhada pelo governo federal em setembro do ano passado, prevê “um conjunto de vedações que corrigem distorções históricas, contribuem para melhorar a imagem do setor público perante a sociedade e instituem políticas mais justas e equitativas”. Veja o que fica proibido:

  • férias superiores a 30 dias no período de um ano;
  • aumento de remuneração ou de parcelas indenizatórias com efeitos retroativos;
  • aposentadoria compulsória como modalidade de punição.

A proposta também estabelece a suspensão do pagamento de salários, durante afastamentos e licenças, de cargos em comissão ou de liderança e assessoramento para a maioria dos casos. O concurso público continuará a ser a principal forma de ingresso no serviço público.

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Estabilidade

O texto prevê o fim do regime jurídico único da União e propõe a exigência de dois anos em vínculo de experiência com “desempenho satisfatório” antes de o profissional ingressar de fato no cargo público.

A proposta inova ao propor vínculos empregatícios “mais bem alinhados às necessidades atuais e futuras da administração”. São previstos cinco tipos de vínculos jurídicos com o Estado:

  • de experiência, o qual propiciará a existência de período de experiência efetivo como etapa do concurso para ingresso em cargo por prazo indeterminado ou em cargo típico de Estado;
  • por prazo determinado, que possibilitará a admissão de pessoal para necessidades específicas e com prazo certo;
  • por prazo indeterminado, para o desempenho de atividades contínuas, que não sejam típicas de Estado;
  • cargo típico de Estado, com garantias, prerrogativas e deveres diferenciados, será restrito aos servidores que tenham como atribuição o desempenho de atividades que são próprias do Estado, sensíveis, estratégicas;
  • cargo de liderança e assessoramento, corresponderá não apenas aos atuais cargos em comissão e funções de confiança.

Leia mais: “É preciso acabar já com os privilégios dos servidores”, entrevista com o presidente da Frente Parlamentar da Reforma Administrativa, Tiago Mitraud (Novo-MG)

Quem fica de fora

As mudanças não atingem os atuais servidores e mesmo aqueles que entrarem no serviço público antes da aprovação da reforma. Parlamentares, magistrados (juízes, desembargadores, ministros dos tribunais superiores), promotores, procuradores e militares também não serão afetados.

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9 comentários
  1. HANS
    HANS

    Essa reforma ,se for aprovada como está será um desastre,acabar com a estabilidade não vai ser bom para o país. Pq não fazem a reforma política e dos juízes,desembargadores e os ministros para acabar com todoas as regalias e privilégios?
    Outra pq não querem nem saber do recall dos politicos?
    Sou bolsonarista,mas não concotdo com essa reforma proposta pelo Maia e o Guedes.

  2. Erasmo Silvestre da Silva
    Erasmo Silvestre da Silva

    Faltou impedir os cargos comissionados para fazer jus ao cargo de carreira e principalmente atingir todos principalmente o poder judiciário

  3. José Jerônimo Lessa Damasceno Ferreira
    José Jerônimo Lessa Damasceno Ferreira

    Hora, hora ! Isso é piada pronta? Não vão entrar às carreiras que mais tem privilégios? Isso é reforma by Brasil.

  4. Fabio Augusto Boemer Barile
    Fabio Augusto Boemer Barile

    O Judiciário é um casta, a verdadeira elite do Brasil. Enquanto houver privilégios para essa gente não vivemos numa República de fato.

  5. Ricardo Luiz Rocha Cubas
    Ricardo Luiz Rocha Cubas

    Existe uma grande bomba atômica nessa Reforma Administrativa. Ela prevê a incorporação ao salário do setor público para cada tempo de exercício de cargos de chefia. Ou seja, todos os servidores públicos (alinhados às altas castas) tendem a receber, no final de carreira, o teto pago aos ministros do STF. Foi um grande erro que aconteceu no passado, que foi a principal causa para o aumento vegetativo da folha de pagamento, e que já havia sido corrigido. Agora, o monstro retorna e ninguém da imprensa está denunciando isso. Em resumo, nessa parte, é um grave retrocesso.

  6. Ernesto Quast
    Ernesto Quast

    Onde está a ordem, para que tenhamos o progresso? Na época de Tiradentes 20% era demais. Agora o Estado é insaciável, especialmente o Legislativo e o Judiciário.

  7. Washington Braga
    Washington Braga

    Que reforma é essa? O problema do país é o peso excessivo do funcionalismo federal no orçamento federal. Tem que cortar agora e atingir a todos, sem exceção. Senão, isso não passará de uma cortina de fumaça para enganar a população que sofre com a enorme desigualdade que esses privilégios representam. Mais Brasil e menor Brasília.

  8. SAMUEL DE SOUSA MOREIRA
    SAMUEL DE SOUSA MOREIRA

    Já começa errada mantendo os privilégios dessas classes. O nosso judiciário e legislativo é um dos, senão o maior, mais caros do mundo.

  9. Alberto Torres
    Alberto Torres

    Cá entre nós, reforma administrativa sem afetar o judiciário e os parlamentares vale tanto quanto uma dose de coronavac.

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