O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República pelo Novo, Romeu Zema, publicou nesta quarta-feira, 22, um vídeo em seu canal na plataforma X em que critica os gastos do setor público e afirma que continuará denunciando o que chamou de privilégios de autoridades em Brasília.
Na mensagem que acompanha a publicação, Zema escreveu: “Minha indignação não vem de hoje. Vem de 30 anos atrás, quando eu estava empreendendo, pagando imposto, e vendo toda a pouca vergonha de Brasília. A diferença é que hoje eu tenho voz. E querem que eu pare de falar justo agora?”.
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Zema: “Nunca pegou na enxada”
O político mineiro acrescentou saber o que é a dor de ter juros altos, dívidas a pagar, boleto no fim do mês e uma família e empresa para sustentar. “Quem normaliza esse tipo de abuso com o dinheiro público é porque nunca pegou na enxada. É conivente com essa farra dos intocáveis”.
No vídeo, Zema relembra ter adotado medidas de austeridade durante sua gestão em Minas Gerais. Segundo ele, optou por morar em uma casa alugada em vez do palácio oficial, reduziu o número de funcionários e deixou de utilizar helicóptero para deslocamentos. De acordo com Zema, as medidas teriam gerado economia anual de cerca de R$ 3 milhões.
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O pré-candidato também criticou o que chamou de comportamento de “imperadores” no setor público e afirmou que autoridades estariam distantes da realidade da população. “Enquanto Brasília está vivendo na riqueza, o Brasil está vivendo na pobreza”.
Zema afirmou ainda que continuará fazendo críticas e declarou ser contribuinte que pagou impostos ao longo da vida. Da mesma forma, acusou, sem citar nomes, a existência de contratos milionários envolvendo familiares de ministros.
Durante a fala, o vídeo exibe imagens de Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal, e de sua mulher, a advogada Viviane Barci de Moraes, cujo escritório recebeu R$ 129 milhões do Banco Master a título de honorários. Para Zema, tais situações representam o uso do cargo para enriquecimento próprio.
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