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O que colunistas da ‘Revista Oeste’ pensam sobre a CoronaVac?

Notícia sobre a eficácia geral do imunizante defendido por João Doria é comentada por colaboradores da publicação digital
CoronaVac: eficácia geral inferior a 51%
CoronaVac: eficácia geral inferior a 51% | Foto: Divulgação/Instituto Butantan

O Instituto Butantan divulgou na manhã desta terça-feira, 12, dados a respeito da eficácia geral da CoronaVac. Os 50,38% confirmados pelo órgão — abaixo dos números disseminados na última semana — repercutiram nas redes sociais, com pedidos de renúncia do governador de São Paulo, João Doria (PDSB). O tema também despertou o interesse de pelo menos três colunistas da Revista Oeste: Guilherme Fiuza, Rodrigo Constantino e Ana Paula Henkel.

Leia mais: “Covid-19: vacina Sputnik V deve ser produzida no Brasil”

Confira, abaixo, o que o trio tem a dizer sobre a eficácia geral da CoronaVac

  • Guilherme Fiuza

“Infelizmente, o Instituto Butantan e diversas outras instituições de referência estão com as suas credenciais manchadas por conduta política nesse processo. O Butantan foi responsável por boletins que davam os números exatos de vidas salvas pelo lockdown [implementado pelo] governo do Estado de São Paulo e da prefeitura de São Paulo. Falsa premissa e falso laudo. Aquilo nunca foi verificável, e continua não sendo […], então como você vai confiar num instituto desses? Vou desconfiar? Claro!”

  • Rodrigo Constantino

“Além disso tudo que o Fiuza já colocou, quero lembrar que esse número de 50,38% é bem suspeito. E todo mundo tem o direito de suspeitar, porque ele é o limite do limite para passar no critério técnico [da Anvisa]. E vindo lá de 100%, depois 78%, em torno de 60%. E agora chega a esse número mágico de 50,38%. Lembrando que postergaram por duas vezes as entregas para a Anvisa da fase 3 de pesquisa e ainda certos dados eles não disponibilizam, segundo o acordo de confidencialidade com a empresa chinesa que é acusada de propina e corrupção lá atrás. […] Até onde se sabe, é a vacina mais cara do mercado e a menos eficaz.”

  • Ana Paula Henkel

“Agora, uma das perguntas que ficam agora é: por que a pressa? Por que existiu a pressa diante de números tão pífios? Lembrando que a OMS questiona o uso de vacinas com eficácia abaixo de 50%. Ela não recomenda isso. Aí, essa CoronaVac tem alguma coisa pouco acima de 50%. É ‘cara ou coroa’, você não sabe se está protegido ou não. Por que a agressividade ao longo desses últimos meses todos em relação às pessoas que ousaram questionar a eficácia, a pressa, os contratos do governo de São Paulo com a China, os dados científicos da própria vacina.”

As afirmações de Fiuza, Constantino e Ana Paula sobre a CoronaVac foram feitas durante a edição desta terça-feira de Os Pingos nos Is, programa transmitido pela rede Jovem Pan.

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18 comentários

  1. E a Imprensa questionando a ANVISA, tudo farinha do mesmo saco! Com tudo e todos contra o presidente, sites como os Antas publicando várias notinhas por semanas e meses culpando o presidente , e agora a verdade Bolsonaro estava certo.

  2. A imprensa de modo geral, incluindo a Oeste, esqueceu ou não quis preparar matérias sobre alguns assuntos ainda sem confirmações.
    Estou esperando sentado.

  3. A um bom tempo venho dizendo que não confio na Vachina e muito menos no Doria. O resultado pífio a imunização da Vachina só confirma as minhas suspeita.
    Vou aguardar a da Oxford.

  4. Concordo com os colunistas. Acrescento o fato de grande parte da imprensa não questionar a conduta do governador e do diretor do Butantan. Pelo contrário, tenta fazer alguma defesa, inclusive criticando a Anvisa. Salta aos olhos a diferença de tratamento com o governo federal/PR. Não acredito seja apenas uma questão ideológica. Ditadoria aumentou a verba publicitária!!!

    1. Bastante lúcido e propositivo seu comentário!

      Fico imaginando q reação teria se JB, em vez do Tiranete de SP , tivesse apresentado um produto com um resultado como esse!

  5. As pessoas que se habilitarem a tomar essa vachina que saibam que eles serao responsaveis por terem tomado esse lixo e despois nao venhao com essa de culpar o Bozo ou a anvisa que esta sendo precionada pela Orcrim chamado STF para obrigar a liberaçao desse virus disfarçado de vacina

  6. Se esse marqueteiro Dória tivesse honrado o compromisso com seus eleitores como eu, ex tucano, que também votaram em Bolsonaro, provavelmente não teria sido ridicularizado por tão irresponsável propagação de uma vacina que nem ele, nem seus cientistas (cardeais da USP antibolsonaristas) e nem a China conheciam qualquer eficácia, para tentar comercializar sem sucesso com o governo federal, e insatisfeito pousou com outros governadores e senadores (Randolfe – aquele que judicializa tudo) oposicionistas, e pior com o aval do STF e todo o aparato GLOBO para aprovar em 72 horas, vacina por pouco imprestável, se abaixo da eficácia mínima que a OMS e a ANVISA autorizam de 50%. Que respeito a ciência é esse Doria?
    Lógico que precisamos e respeitamos qualquer campanha de vacinação, mas evidentemente com vacinas amplamente testadas e colocadas simultaneamente a disposição da população. Como pode esse desrespeito com o governo federal em querer fazer a “sua” campanha de vacinação com início em 25/01 com o apoio da grande mídia tradicional do ódio ao governo Bolsonaro?.
    Gostaria, e talvez a maioria da população, de poder optar por outras vacinas aprovadas, e que o INSTITUTO BUTANTÃ e a FIOCRUZ pudessem produzi-las sem interferência de políticos e notáveis do Supremo Poder. Agora os cientistas estão dizendo “é o que temos e precisamos tomar”. Pior, tomou a primeira dose Coronavac, vai ter que tomar a segunda também Coronavac, que para 50% dos vacinados será inócua.
    A proposito vale lembrar que Doria mostrou sua irresponsabilidade e falta de compromisso com Bolsonaro, ainda em 2019 quando criticou seu pronunciamento na ONU como “inadequado e inoportuno”, exatamente quando o governo Bolsonaro batalhava no Congresso para aprovar a reforma da previdência.

  7. Sou médico e vejo alguns colegas afirmando que mesmo 50,38% é importante pois auxilia na imunidade populacional. De fato se vacinarmos 100 pessoas teríamos não só 50 imunizadas como diminuiríamos a transmissão. Ocorre que seria valioso se não existissem outras vacinas com maior eficácia, pois é óbvio que com elas estes dados se potencializariam e ninguém vai tomar duas vacinas diferentes (quem está nos 50% não progride portanto). Certo o mestre Augusto, Desconfiem destes números fracionados, que tentam mostrar precisão nas informações de corruptos à Receita Federal e agora acrescento, nos dados sobre vacinas também! Será que teremos um 50,00659%?

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