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Agronegócio

Indústria confirma previsão de safra recorde de soja

Produção histórica deve ocorrer mesmo com a redução das estimativas

Máquina despejando a colheita de uma lavoura de soja | Foto: Reprodução/CNA

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) reduziu a previsão para a produção nacional de soja em 2024. Ainda assim, agricultores devem colher uma safra recorde.

Pelas estimativas da Abiove, a agricultura brasileira fecha o ano com a colheita de 160,3 milhões de toneladas de soja. A projeção representa um corte de 1,6 milhão de toneladas sobre estimativa anterior. O número, porém, e um crescimento de 2,2 milhões de toneladas em relação à safra de 2023 — a maior até então.

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Destino da soja do Brasil

De acordo com a associação, 99 milhões toneladas do grão in natura — 62% da colheita — terão o mercado externo como destino. Pouco menos de 3 milhões de toneladas serão usadas como sementes para o plantio. E o restante (54,5 milhões de toneladas) vai para a indústria de processamento — para dar origem, principalmente, ao óleo e ao farelo.

Esses itens, contudo, dão origem a diversas outras matérias-primas e insumos. A lista inclui rações animais, preparos para a indústria de alimentos, óleos comestíveis, biodiesel, lubrificantes, componentes usados na fabricação até mesmo pneus.

Cerca de 85% das 11 milhões de toneladas produzidas no Brasil ficam no país, conforme previsão da Abiove. A produção brasileira do farelo deve produzir quase 42 milhões de toneladas em 2024. Cerca de 22 milhões de toneladas serão exportadas — o restante vai para o mercado interno.

Um dos fatores para o Brasil ter se tornado o maior exportador de carnes de aves do planeta é a disponibilidade do farelo no mercado interno. O produto também ajudou o país a alcançar o terceiro maior fornecedor de proteína suína para o comércio internacional.

Atualmente, a agricultura brasileira responde por cerca de 40% de toda a safra de soja do planeta. O volume garante ao país a primeira posição no ranking mundial de produtores.

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3 comentários
  1. ANGELO MIQUELÃO FILHO
    ANGELO MIQUELÃO FILHO

    Sou agricultor no Paraná, mais precisamente na região norte do estado, em Apucarana. As estimativas levam em conta um pequeno aumento de área plantada, porém são maiores as perdas a campo, muitos destes especialistas de ar condicionado não conhecem ou ignoram a realidade por conveniência. E para aqueles que acham ou pensam que as safras cheias se devem aos governos, eu quero afirmar que nunca foi. Nós pequenos agricultores estamos por conta a muito tempo, se não fossem as empresas particulares e algumas cooperativas, certamente já estariámos fora do ramo. E falando em cooperativismo, penso que as cooperativas, seus detentores ou donos (que não são os cooperados) deveriam voltar ao banco da escola e aprender o que é realmente uma cooperativa, pois o modelo que temos nada mais é que um revenda de dinheiro, vendem juros e mais nada. O Brasil continua dando certo pela teimosia de muitos que ainda acreditam que as coisas podem mudar, mas parece que isso não acontecerá tão cedo, tanto a imprensa quanto os governos são ignorantes o suficiente para esmagar os setores produtivos, não trazem a verdade, mas enfeitam as mentiras como se fossem verdades absolutas. A Oeste tem trazido luz, porém está praticamente só nesta empreitada, assim como nós pequenos agricultores, somos lambaris em tanque de tubarão.

  2. Daniel BG
    Daniel BG

    E depois? Pelo que tenho lido sobre a animosidade entre a esquerda e o agro, esta notícia vem para confundir. Ou tem carta embaixo da manga?

    1. ANGELO MIQUELÃO FILHO
      ANGELO MIQUELÃO FILHO

      Qual seria a carta? Seja mais claro, não sei se fala da agricultura ou do governo e, até onde conheço a minha profissão, noventa e nove por cento dos agricultores são contrários a qualquer governo de esquerda. Claro, tem muitos esquerdistas no ramo, porém a maioria fazem parte do sistema, ou já fizeram em algum momento. É preciso conhecer a realidade de quem produz, não somos herois, trabalhamos pelo lucro, estamos longe de ser filantrópicos, porém hoje trocamos seis por meia dúzia, as vezes seis por cinco.

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