Apesar de resistência da esquerda, deputados apostam em endurecimento da legislação penal

Em entrevista a Oeste, Capitão Derrite e Capitão Augusto falam em 'grande maioria' na Câmara para 'encarecer o custo do crime' no Brasil
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Capitão Derrite (PP-SP): 'O que existe hoje é a impunidade do criminoso'
Capitão Derrite (PP-SP): 'O que existe hoje é a impunidade do criminoso' | Foto: Najara Araujo/Câmara dos Deputados

Em meio aos debates no Congresso Nacional sobre eventuais mudanças no Código de Processo Penal (clique aqui para ler a reportagem especial), parlamentares que defendem o endurecimento da legislação reconhecem as dificuldades de avançar no tema, principalmente em razão da pressão exercida por grupos que se reivindicam defensores dos direitos humanos, em parceria com setores da esquerda. Mesmo assim, mantêm o otimismo.

“É o pessoal que acredita única e exclusivamente na ressocialização do criminoso. É o que eles defendem, mas nosso cenário atual já provou que não resolve. O que existe hoje é a impunidade do criminoso. Eles vão fazer a parte deles lá, resistir, mas estou bem otimista e acho que teremos maioria de votos para produzir e entregar algo positivo para o Brasil”, afirma o Capitão Derrite (PP-SP), presidente de uma subcomissão para Assuntos Penais criada no âmbito da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

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Segundo o deputado, a subcomissão terá maioria de deputados favoráveis ao endurecimento das penas.  “Resistência [da esquerda] sempre haverá. Mas em um primeiro momento, em tese, temos uma maioria de deputados que concorda com o encarecimento do custo do crime no Brasil. Isso passa, obviamente, pelo endurecimento da legislação penal”, aponta.

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Capitão Augusto (PL-SP), que integra o grupo de trabalho criado pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), para analisar eventuais mudanças no CPP, fala em “uma grande maioria na Câmara” para avançar em uma pequena reforma penal.

“O próprio presidente [Jair] Bolsonaro também tem interesse nisso. Temos tudo para avançar. O grupo de trabalho já deu certo no pacote anticrime do ex-ministro Sergio Moro, que eu relatei na época, e é um processo muito mais célere [do que uma comissão especial]. As discussões são menores porque o grupo é mais restrito. A coisa acaba avançando mais”, projeta.

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