Associação de juristas pede investigação de Moro

O documento protocolado no Ministério Público Federal quer a apuração do contrato do ex-juiz na consultoria Alvarez & Marsal
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A ABJD quer a instauração de um inquérito contra o ex-juiz
A ABJD quer a instauração de um inquérito contra o ex-juiz | Foto: Divulgação/Agência Brasil

A Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) entrou com uma representação no Ministério Público Federal em Brasília contra o ex-juiz Sergio Moro (Podemos).

O documento, protocolado na terça-feira 25, pede que Moro seja investigado por seu trabalho na consultoria Alvarez & Marsal. O assunto já é alvo de um processo no Tribunal de Contas da União.

Na solicitação, a ABJD sugere a instauração de um inquérito para apurar as relações, as condições e os valores envolvidos no contrato.

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A entidade requer a “averiguação da natureza do trabalho desenvolvido por Sergio Moro na contratação, e a relação dele com as empresas assessoradas na consultoria, a fim de verificar possível cometimento de ilícitos de caráter penal e uso da Operação Lava Jato, que conduziu como juiz, para se favorecer”.

O documento afirma ainda que o ex-magistrado “teve acesso a informações privilegiadas, que possuíam potencial de impacto em favor de seu trabalho na empresa”.

A organização, com cerca de 2 mil associados em todo o país, reúne juízes, desembargadores, advogados, defensores públicos, professores e estudantes de Direito, promotores, procuradores e servidores do Poder Judiciário.

Tanto Moro quanto a Alvarez & Marsal (que presta serviços para empresas investigadas na Operação Lava Jato) negam conflito de interesses na passagem dele pela consultoria. A empresa divulgou nota afirmando que tem contribuído com o TCU e repassado todos os esclarecimentos solicitados.

Investigação de Moro no TCU

O TCU determinou ao Conselho Nacional de Justiça e à Alvarez & Marsal que forneçam documentos sobre o rompimento do vínculo entre o ex-juiz e a empresa de consultoria.

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9 comentários Ver comentários

  1. E ainda tem a cara de pau de dizer que não pode revelar o seu salário na A&M, porque combateu a corrupção, ele não precisa de transparência, então, ele se considera um ser superior, acima da lei, barbaridade tche

  2. Juiz suspeito, e os processos anulados, quebrou as empresas e agora foi pra empresa fazer a recuperação judicial das empresas que ele quebrou, investigação já!

  3. “Eu sempre desconfio de todo e qualquer idealista que lucra com seu ideal”.

    Millor Fernades, 1923 – 2012, desenhista, humorista, dramaturgo, escritor, poeta, tradutor e jornalista.

  4. Classe corporativista agora muda interesse e como hienas vão estraçalhar a carcaça do traíra que não faz mais parte da corporação ajudando na tese de tentar comprovar a total inocência do maior LADRÃO e vagabundo que existiu na República do país.

  5. Por mais que não concorde politicamente com o ex-servidor, não é difícil de ver a perseguição incansável dos condenados em perseguir o seu algoz. O sistema é foda, parceiro.

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