Covid-19: O tratamento precoce pode vencer o coronavírus

Covid-19: O tratamento precoce pode vencer o coronavírus
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Medicamentos contra o coronavírus tiveram imposto de importação zerados pelo governo | Foto: Volodymyr Hryshchenko / Unsplash
Medicamentos contra o coronavírus tiveram imposto de importação zerados pelo governo | Foto: Volodymyr Hryshchenko / Unsplash

Protocolos orientados por médicos nas fases iniciais da covid-19 aumentam as chances de recuperação dos pacientes

máscaras - obrigatoriedade - brasil
A epidemia pode ser controlada com a adoção do tratamento precoce
Foto: Mika Baumeister/Unsplash
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Grupos de médicos em todo o país estão liderando uma verdadeira campanha na luta pela vida, ao divulgar e compartilhar suas experiências à frente do campo de batalha contra o coronavírus. É o caso do Médicos pela Vida, um grupo formado por 43 profissionais de saúde de diferentes especialidades que elaborou o Protocolo Brasileiro de terapia pré-hospitalar da covid-19. E também do grupo chamado Covid-19 – DF, idealizado pela médica Carine Petry e constituído por 296 médicos.

São centenas de profissionais da área de saúde que defendem a ideia de que a epidemia pode ser controlada com a observância de algumas diretrizes:

• O tratamento com medicamentos deve ser iniciado em até cinco dias da manifestação dos sintomas;

• Não há necessidade de aguardar o resultado do exame RT-PCR nasal para iniciar o tratamento, uma vez que o resultado pode demorar e, em 38% dos casos, o teste resulta em falso negativo, além do custo para a realização do exame. Assim, o diagnóstico pode ser feito com base no quadro clínico, ou seja, nos sintomas que o paciente descreve para o médico, fator que acelera o início dos protocolos de tratamento;

• Cada fase da doença exige um medicamento específico;

• É necessário orientar o paciente com sintomas a fazer a quarentena pelo período de 14 dias para evitar a disseminação do vírus.

Tratamento precoce

Quando se manifesta, a doença apresenta fases que vão desde sintomas leves até quadros mais graves que podem levar à internação do paciente. E, para cada estágio, existe um medicamento ao qual o doente responde melhor. Como em todo e qualquer tratamento, a intervenção precoce em uma doença pode evitar mortes. Para o tratamento de um câncer, por exemplo, quanto mais cedo forem o diagnóstico e o início da terapêutica, mais chances de cura terá o paciente. O mesmo se aplica a uma pneumonia bacteriana. Quanto antes se iniciar o tratamento com antibióticos, maiores serão as chances de recuperação do paciente. No caso de uma apendicite, o fator tempo é crucial para evitar a ruptura do apêndice e o risco de infecção generalizada.

Com a covid-19, funciona a mesma lógica. Quanto mais cedo for iniciado o tratamento, menor será o risco de o paciente necessitar de um respirador para lutar contra a doença. Apenas um em cada três pacientes graves de covid-19 que são intubados nas UTIs brasileiras se recupera e consegue voltar para casa. A mortalidade entre esses doentes é de 66%, de acordo com um levantamento do Projeto UTIs Brasileiras, da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib) e do Epimed, uma ferramenta de análise de dados e desempenho hospitalar.

A live promovida pelo jornalista Alexandre Garcia e pelo grupo de médicos Covid-19 – DF na última sexta-feira, dia 26, reuniu profissionais de diferentes especialidades que compartilham uma experiência comum: o tratamento precoce salva vidas.

Para a médica otorrinolaringologista Carine Petry, é na primeira fase da doença, em média do primeiro ao quinto dia de sintoma, que ocorre a replicação viral, em que o vírus vai se multiplicando no nariz e na garganta do paciente contaminado. “Esse é o momento ideal para agir, para evitar que esse vírus desencadeie uma reação imunológica muito mais intensa”, explica Carine.

Nessa primeira fase, são indicados medicamentos com potencial efeito antiviral, como a cloroquina, a hidroxicloroquina, o antibiótico azitromicina e o vermífugo ivermectina, associados ao zinco, que tem efeito imunomodulador, e também à enoxaparina, uma medicação com efeito anticoagulante para evitar a trombose. “Não temos evidências científicas nível A dessas medicações, mas temos estudos observacionais que mostram que elas são seguras e ajudam a evitar a mortalidade de pacientes”, diz a médica.

A segunda fase, em geral após o sétimo dia de sintoma, é caracterizada pela inflamação de órgãos como os pulmões, e o paciente pode desenvolver uma pneumonia viral. Nesse estágio, segundo a médica, é preciso tratar com corticoides como a dexametasona, além do uso associado de antibióticos.

A força médica na linha de frente da covid-19

Não faltam casos de sucesso no tratamento precoce de pacientes com covid-19 por todo o país.

Durante a live, o médico e prefeito da cidade de Porto Feliz, Caio Prado, contou que desde março já distribuiu gratuitamente mais de 1.500 kits com os medicamentos cloroquina, ivermectina e azitromicina a pacientes em estágio inicial da doença, sempre com prescrição médica. “E, desde então, entre todos aqueles tratados precocemente, ninguém evoluiu para a intubação. Os três óbitos que tivemos foram de pacientes que não fizeram o tratamento precoce”, diz o prefeito da cidade no interior paulista.

Em Belém, no Estado do Pará, o sistema de saúde chegou a colapsar, ou seja, pacientes ficaram sem atendimento por falta de condições hospitalares. “Foi um cenário apocalíptico”, afirma a médica anestesista Luciana Cruz, que também participou da live. Para ela, a orientação para terapia precoce foi fundamental para reverter o quadro da cidade paraense. O governo do Estado passou a adotar protocolos para tratar pacientes que estavam na fase dois da doença com corticoides e iniciou o tratamento precoce com cloroquina, ivermectina e azitromicina.

A cidade de Floriano, no Piauí, também estabeleceu protocolos de tratamento precoce para seus doentes, orientados pela médica piauiense Marina Bucar, coordenadora científica da Universidade de Zaragoza, na Espanha. Para a médica, tratar precocemente os pacientes é muito mais barato e simples, além, é claro, de poupar vidas. “Quando a doença evolui para estágios mais avançados, é preciso recorrer a médicos mais especializados, hospitais e equipamentos mais sofisticados e as medicações também são mais caras”, explica Marina.

Estatísticas do bem

Para algumas pessoas, o diagnóstico de covid-19 virou praticamente uma sentença de morte. O pânico instalado impede que as pessoas constatem, de modo racional, que a doença apresenta atualmente uma letalidade de 4,2% no Brasil. Ou seja, 95,8% dos pacientes vão atravessar a infecção viral com vida. Isso em números gerais. Em jovens, a letalidade fica em torno de 0,5%. Já em idosos com mais de 80 anos pode chegar a 15%.

Mas o alarde em torno do vírus chinês parece desconhecer estatísticas. Em um painel que captou, entre os dias 23 e 29 de junho, dados extraídos das redes sociais divulgado pela fsb comunicação, as três sensações mais recorrentes no universo das mídias digitais são — saudade, depressão e medo, nessa ordem. É o retrato de uma doença que, além de ceifar vidas, espalhou o pânico, paralisou atividades econômicas, destruiu empregos, levou à falência milhares de empresas e comprometeu a saúde mental das pessoas.

O tratamento precoce recomendado por médicos revela que o país está no caminho do controle da pandemia. “Quero tranquilizar os leigos de que [a doença] tem tratamento, que é incrivelmente resolutivo e eficiente. Essa doença tem cura, e nós temos de acabar com o medo”, diz o médico infectologista Roberto Zeballos, que também integrou a live.

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18 comentários

  1. Nunca foi tão feio perder o poder, e insistir em mantê-lo através de imprensa esquerdopata e instituições aparelhadas. Vergonha, vergonha e vergonha..
    Quem ñ tem escrúpulos ñ pensa em família, ñ tem religião. Tem todo o dinheiro, mas ñ tem sonhos, ñ sabe o q é luta.
    Já tomei meu vermifugo só para ver as covas desses bandidos serem usadas pelos seus filhos e parentes, q se locupletam com dinheiro roubado

    1. E ainda estamos discutindo algo que já ficou evidente já em março. A que ponto a politica esquerdista, a desinformação da grande mídia e a pouca busca de conhecimento da população em geral nos levaram a perdas de vidas.

      1. Parabéns a todos envolvidos, nesta luta, vamos incluir Dra Raissa de Porto Seguro, ela vem implorando pir Hidrocicloroquina que não chega por lá, por favor, Alexandre faça chegar ao Ministro da Saude o pedido dela.

  2. Impressionante como a grande mídia se recusa a fornecer estas informações por questões políticas. Recomendo que todos os q lerem esta reportagem, a comparilhem ao máximo. É de extrema utilidade pública.

  3. Parabéns, Alexandre Garcia, pela brilhante iniciativa de promover a live com os renomados médicos.
    Se tivessem seguido as orientações do presidente Jair Bolsonaro desde o início da pandemia no Brasil, certamente milhares de vidas teriam sido salvas e o país já estaria com suas atividades econômicas em funcionamento.
    Com a palavra a grande mídia.

  4. Tem que ir atrás da cura não do isolamento, parabéns para os profissionais envolvidos, se for esperar a pesquisa pra comprovar o porque que está dando certo, muitos morrerão .O fato é que dá certo não importa porque.

    1. Há milhares de evidências no mundo todo de que o tratamento precoce salva vidas. É não é de hoje. Como podem governadores, sabedores disso, ignorarem o protocolo por politicagem e condenarem milhares de pessoas a morte? Pessoas morreram por isso e os responsáveis tem de pagar! Cadeia!

  5. É inacreditável notar que nenhuma das intergrantes da extrema imprensa, a saber, #GloboLIXO. #FolhadeSP/UOL, VEJA, Estadão, IstoÉ, e outras, além dos CANALHAS Doria, Covas, Witzel, Rui Costa, Welingtin Dias, Flavio Dino, Camilo Santana. Artur Virgílio, etc, se manifestaram após essa live sensacional do jornalista Alexandre Garcia. Fica nítido que não se preocupam com a população.

  6. Até hoje isto não está dando certo porque os governadores e prefeitos estão tratando a Covid-19 de trás para frente, começaram com covas, caixões, respiradores, hospitais de campanha, recrutando médicos para as Utis, tirando médidos das UPAS e cancelando consultas básicas.
    Como vão iniciar um tratamento preventivo se não tem médico para receitar os remédios nas upas??????
    Prevenção não rende na licitação, logo nunca será resolvido o problema.

  7. Torço para que essa live do Alexandre Garcia seja um marco definitivo no tratamento do COVID 19. Infelizmente profetas do apocalipse, incluindo médicos e professores de universidades influenciados por ideologias e perfeccionismos ainda questionam os resultados claros e concretos obtidos com protocolo de tratamento precoce.

  8. boa tarde!
    a corrida nas farmácias a procura da ivermectina esta grande muitos acreditando em uma defesa,mas não existe até mesmos a forma de tomar seria que houvesse a forma de tomar e por quanto tempo e quantas vezes.

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