Para diretor da Anvisa, interromper testes com a CoronaVac era a única saída

"Que outra decisão é possível diante de um evento adverso grave, não esperado e com informações insuficientes?”, questionou o diretor da agência
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Ministério da Sapude anuncia a compra de 46 milhões de doses da Coronavac | Foto: Divulgação/Governo do Estado de são Paulo
Ministério da Sapude anuncia a compra de 46 milhões de doses da Coronavac | Foto: Divulgação/Governo do Estado de são Paulo | ministério da saúde, coronavac, vacina, covid-19, eduardo pazuello

“Que outra decisão é possível diante de um evento adverso grave, não esperado e com informações insuficientes?”, questionou Antônio Barra Torres

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Embalagem da Coronavac, a vacina chinesa | Foto: Divulgação/Governo do Estado de são Paulo
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Antônio Barra Torres, diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), informou em coletiva de imprensa nesta terça-feira, 10, que a interrupção do estudo da vacina CoronaVac era a única possibilidade frente às informações passadas pelo Instituto Butantan. “Quando temos eventos adversos não esperados — aqueles que não conseguimos estabelecer uma correlação —, a sequência de eventos é uma só: interrupção do estudo. Foi o que aconteceu”, disse. “Que outra decisão é possível diante de um evento adverso grave, não esperado e com informações insuficientes?”, questionou.

Torres ressaltou que caso a interrupção protocolar não fosse feita, a responsabilidade pela eventual repetição do problema seria de sua equipe. “O protocolo manda que seja feita a interrupção do teste, nós não fazemos a interrupção, a responsabilidade, senhoras e senhores, obviamente é nossa, diante de qualquer repetição desse mesmo evento”, ponderou.

Interrupção do estudo

A CoronaVac é a vacina desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac. A medicação vem sendo testada no Brasil por meio de uma parceria com o Instituto Butantan, entidade controlada pelo governo do Estado de São Paulo. Na noite da última segunda-feira, 9, a Anvisa suspendeu temporariamente os estudos do imunizante no país depois da notificação de um evento adverso. Ainda ontem, Dimas Covas, diretor do Butatan, disse que uma morte teria ocorrido. Menos de 24 horas depois, ele negou ter dado essa versão para os fatos. Entretanto, a emissora de televisão dirigida pelo governo paulista, confirma o óbito e ainda afirma que sua causa foi um suicídio.

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