Medicamento opõe prefeito e quatro profissionais da saúde

As discussões sobre mais uma cidade indicar o uso da cloroquina para pessoas que apresentem sintomas leves da covid-19 ganha mais um capítulo nesta quinta-feira, 23. Dias após o mandatário municipal anunciar que o remédio faria parte de protocolos, a prefeitura de Sertãozinho criticou os médicos que deixaram o comitê local contra a doença após a notícia.
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Depois que o prefeito Zezinho Gimenez gravou vídeo falando que a cloroquina ganharia mais espaço em tratamentos contra o novo coronavírus, quatro integrantes do comitê formado desde o início da pandemia abandonaram os trabalhos. Em nota, a prefeitura de Sertãozinho afirma que os profissionais enviaram documento ao Executivo. Material esse que, conforme acusa, “faltou com a verdade”.
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Sem aviso prévio
De acordo com a prefeitura, os médicos em questão não avisaram formalmente as saídas do comitê anti-covid-19 da cidade. O que foi feito por meio de postagens nas redes sociais. Além disso, na visão do comando municipal, eles deram a entender de forma equivocada que Sertãozinho havia criado seu próprio protocolo. Nesse sentido, a prefeitura destaca que segue procedimento indicado pelo Ministério da Saúde.
“O próprio paciente deve manifestar por escrito sua vontade de utilizar os medicamentos”
“É importante esclarecer que: conforme o protocolo do Ministério da Saúde, o médico só deve prescrever azitromicina e/ou cloroquina ao paciente se julgar necessário, tendo como base avaliação clínica e exames complementares. Além disso, o próprio paciente deve manifestar por escrito sua vontade de utilizar os medicamentos, se eles forem indicados para o seu tratamento”, posiciona-se a prefeitura de Sertãozinho que, entretanto, já avisou: aceita os desligamentos dos quatro médicos do comitê. Por fim, o órgão registra ter conhecimento de que o uso precoce da cloroquina não é validada por 100% da comunidade médica.