Documentos para justificar lotes interditados da CoronaVac são insatisfatórios, alega Anvisa

Ministério de Relações Exteriores foi acionado para buscar contato com autoridades chinesas
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O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), defende a segurança do lote da CoronaVac interditado pela Anvisa | Foto: Reprodução/Redes Sociais
O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), defende a segurança do lote da CoronaVac interditado pela Anvisa | Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) disse nesta quinta-feira, 9, que ainda não liberou as mais de 12 milhões de doses da vacina CoronaVac retidas provisoriamente. Segundo o órgão, os documentos apresentados pelo Instituto Butantan até o momento são insuficientes para esclarecer as dúvidas. Conforme Oeste noticiou, no último sábado a Anvisa bloqueou o lote de vacinas por não ter inspecionado a fábrica onde houve o envase dos imunizantes.

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“O Instituto Butantan não apresentou o relatório de inspeção emitido pela autoridade sanitária, essencial para avaliação das condições de aprovação da planta, que podem incluir compromissos e condicionais para permitir a operação no local”, disse em nota. A agência salientou ter acionado o Ministério de Relações Exteriores para buscar contato com as autoridades chinesas sobre o caso.

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“Precisamos falar sobre a Coronavac”, artigo publicado na Edição 67 da Revista Oeste

Antes da Anvisa interditar o lote, o governo do Estado de São Paulo havia aplicado 4 milhões de doses na população. O secretário de Saúde do governo paulista, Jean Gorinchteyn, chegou a garantir que as pessoas podem ficar “absolutamente tranquila em relação à qualidade deste lote.”

Posição do Butantan

Em resposta à Anvisa, o Butantan disse não possuir os documentos solicitados. “O órgão sanitário chinês não concede o relatório de inspeção diretamente ao instituto por questões internas”, comunicou. Diante deste fato, o Instituto solicitou que a própria Anvisa peça o documento junto ao órgão chinês.

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Além disso, o Butantan informou ter criado “uma força tarefa para atender todas as demandas e esclarecer dúvidas” da agência brasileira.

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