Governo exonera diretor da Saúde que teria autorizado reverendo a comprar vacina

Lauricio Monteiro Cruz teria dado aval para que o reverendo Amilton Gomes de Paula negociasse aquisição de 400 milhões de doses
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Negociações para a compra de vacinas contra a covid-19 estão na mira da CPI da Covid
Negociações para a compra de vacinas contra a covid-19 estão na mira da CPI da Covid | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O diretor do Departamento de Imunizações e Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Lauricio Monteiro Cruz, foi exonerado pelo governo federal. A decisão consta da edição desta quinta-feira, 8, do Diário Oficial da União e é assinada pelo ministro-chefe da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos.

Segundo reportagem exibida pela TV Globo, o agora ex-diretor da pasta teria dado aval para que o reverendo Amilton Gomes de Paula, que comanda a Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários (Senah), negociasse a aquisição de 400 milhões de doses da vacina contra a covid-19 da Oxford/AstraZeneca, supostamente em nome do governo brasileiro, com a empresa intermediária Davati Medical Suplly.

Leia mais: “Ex-diretor da Saúde preso por Omar Aziz paga fiança e é solto”

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Ainda de acordo com a reportagem, o valor negociado pelo reverendo teria sido de US$ 17,50, três vezes superior ao que o Ministério da Saúde pagou em janeiro deste ano para um laboratório indiano. Laurindo enviou e-mails para o presidente da Davati nos Estados Unidos, Hernan Cardenas, no início de março. Em uma das mensagens, ele agradece pela “confiança depositada em nossa instituição em conduzir negociações com o Ministério da Saúde do Brasil”.

Suspeitas

As negociações em torno da compra da vacina da AstraZeneca também foram o tema central do depoimento do ex-diretor de logística do Ministério da Saúde Roberto Dias, que chegou a ser preso ontem, por determinação do presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), por supostamente mentir durante a oitiva. Como Oeste noticiou, Dias pagou fiança de e R$ 1,1 mil e foi liberado.

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5 comentários

  1. Esse tipo de procedimento só nos faz acreditar que essas atitudes deste governo no MS, só estão acontecendo por influência desta CPI circense que ao que parece, de circense não tem nada, justamente pelo contrário, está trazendo a lume as diversas falcatruas como bem disseram os canalhas deste G7, para minha grande decepção a ponto de ter que chegar a essa conclusão. Lamentável.

    1. Paulo Renato, você está sendo ingênuo, no Brasil ou na maioria dos países do planeta, as pessoas ACUSADAS são INOCENTES ATÉ PROVA EM CONTRÁRIO, e você acreditando em acusações de vigaristas, divulgadas pela imprensa, sabidamente, corrupta.

      1. Você Silvestre, não entendeu. Em vista da denúncia feita na tal CPI do Circo, o Ministério da Saúde simplesmente EXONEROU, com esse diretor Laurício, o terceiro funcionário dessa instituição, de forma praticamente automática. Eu não estou exonerando ninguém e sim o MS, então quem é ingênuo e quem acredita nessa lorota desses vigaristas da CPI é esse atual ministro da saúde do qual nem sei o nome de tantos que foram mudados por pressão da oposição.

  2. A Grobo e a Fóia viraram referência de “investigação” no MS?
    O que está acontecendo com o ministro? Não confia na sua equipe?
    A PF já investigou a SUPOSTA DENÚNCIA ou a imprensa marrom além de “REFERÊNCIA MÉDICA” também virou “polícia”?

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