Justiça decide despejar Naji Nahas de mansão em SP

Em setembro, mansão do empresário foi palco de um jantar em homenagem ao ex-presidente Michel Temer
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Mansão em que Naji Nahas mora há quase 40 anos foi palco de jantar com o ex-presidente Michel Temer
Mansão em que Naji Nahas mora há quase 40 anos foi palco de jantar com o ex-presidente Michel Temer | Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Justiça de São Paulo determinou na quarta-feira 24 que o empresário Naji Nahas deve deixar a mansão em que vive há quase 40 anos, nos Jardins, bairro nobre da capital paulista.

Segundo a decisão judicial, o imóvel deve ser devolvido à Companhia Pebb de Participações, que teria cedido a residência a Nahas, em comodato, sob a condição de que ele pagasse os impostos.

O mandado foi expedido para cumprimento imediato. A decisão foi publicada na sexta-feira 26 pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Até o fim da tarde de ontem, Naji Nahas ainda não tinha sido notificado sobre a decisão.

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Em setembro, a mansão do empresário foi palco de um jantar em homenagem ao ex-presidente Michel Temer (MDB-SP) oferecido por Nahas. No encontro, o destaque foi o humorista André Marinho, que imitou o presidente Jair Bolsonaro, o próprio Temer e diversos personagens da política brasileira e internacional. O vídeo viralizou nas redes sociais.

De acordo com os autores da ação, o sócio-fundador da Pebb, Luiz Affonso Otero, ficou “sensibilizado com a precária situação financeira” de Nahas e adquiriu o imóvel com o único objetivo de permitir que o empresário ficasse na mansão.

A pedido de Nahas, Otero arrematou a propriedade em 1999. Segundo testemunhas, isso foi feito sem a formalização do comodato, “dada a importância atribuída à palavra da credora”. Otero já morreu.

Em 2019, os atuais sócios da Pebb foram à Justiça para exigir a reintegração de posse do imóvel, alegando que Nahas não pagava o IPTU. A dívida com a prefeitura de São Paulo somaria algo em torno de R$ 5 milhões.

Depois de perder em primeira instância, a Pebb recorreu e obteve decisão favorável em segunda instância. Nahas, por sua vez, nega o comodato verbal gratuito. O empresário ainda pode recorrer ao próprio TJ-SP e a tribunais superiores, mas precisa obter uma liminar para impedir o despejo até a decisão judicial definitiva.

Com informações do jornal Folha de S.Paulo

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