Lira mandou ‘recado’ sobre possível troca de Ernesto Araújo, diz líder do governo

Deputado Ricardo Barros (PP-PR) ponderou que 'quem nomeia ministro é o presidente' e diz que Jair Bolsonaro 'não deu nenhum sinal' de que pretende fazer a substituição
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O deputado Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara, participou do <i>Opinião no Ar</i>, da RedeTV!
O deputado Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara, participou do Opinião no Ar, da RedeTV! | Foto: Reprodução/YouTube

O líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), disse nesta quinta-feira, 25, que o incisivo pronunciamento do presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), falando em “sinal amarelo” para o Executivo, foi praticamente um pedido para a substituição do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. Segundo Barros, a atuação do chanceler à frente do Itamaraty no combate à pandemia de covid-19 é um grave problema que precisa ser enfrentado pelo presidente Jair Bolsonaro.

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Barros foi entrevistado no programa Opinião no Ar, exibido nesta manhã pela RedeTV! (leia mais aqui). Silvio Navarro, editor-executivo de Oeste, e Rodrigo Constantino, colunista da revista, participaram da entrevista. O programa é apresentado pelo jornalista Luís Ernesto Lacombe e também conta com a participação da jornalista Amanda Klein.

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“O deputado Arthur Lira tinha se manifestado já na reunião do Planalto diretamente ao ministro Ernesto Araújo. Na sua visão, China e Estados Unidos podem nos ajudar a antecipar a entrega de vacinas”, contou Barros no Opinião no Ar. “Dentro da visão pragmática do deputado Arthur Lira, o governo tem que tomar medidas claras para ser ajudado na pandemia.”

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“Mas ele [Lira] colocou de uma forma ampla que espera que prefeitos, governadores e o governo federal tomem atitudes claras, bem específicas e que façam o sacrifício necessário para conseguir as melhores condições de combater a pandemia, mesmo que isso signifique trocar as peças que não são as mais indicadas para este momento e as relações que precisam ser estabelecidas. É o recado que eu entendi”, completou o parlamentar.

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Barros ponderou que “quem nomeia ministro é o presidente, e o presidente tem a sua decisão a tomar”. “Ele [Bolsonaro] não deu nenhum sinal de que pudesse tocar o ministro. Mas o claro recado é esse”, afirmou. “O objetivo de todos nós é ajudar no combate à pandemia. [A fala de Lira] Apenas reflete a ansiedade de todos os brasileiros para que haja uma direção harmônica no combate a covid. Para a sociedade, é muito confuso, é uma crise muito grande.”

Impeachment

Indagado pelo jornalista Silvio Navarro se o pronunciamento de Lira seria uma ameaça velada a Jair Bolsonaro sobre a possível abertura de um processo de impeachment na Câmara, Ricardo Barros desconversou. “Eu não posso afirmar. Apenas o nosso arcabouço legal tem medidas que podem ser tomadas pelo Executivo, pelo Legislativo e pelo Judiciário. O presidente Arthur Lira está colaborando com o governo no sentido de criar uma situação política que justifique para o próprio governo medidas que eles precisam tomar”, afirmou.

‘Sinal amarelo’

Durante um pronunciamento no plenário da Câmara na quarta-feira 24, Lira falou em tom de ameaça contra o Palácio do Planalto e cobrou medidas efetivas no combate à pandemia de covid-19. “Estou apertando um sinal amarelo para quem quiser enxergar: não vamos continuar aqui votando e seguindo um protocolo legislativo com o compromisso de não errar com o país se, fora daqui, erros primários, erros desnecessários, erros inúteis, erros que que são muito menores do que os acertos cometidos continuarem a serem praticados”, disse o parlamentar.

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