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MP pede inclusão de ex-CEO da Hurb na lista da Interpol

João Ricardo Mendes foi preso no Ceará, mas solto depois de audiência de custódia

Imagens de sistema de vigilância eletrônica identificaram o ex-CEO da agencia de viagens Hurb, João Ricardo Mendes: pagamento de dívidas | Foto: Reprodução/Redes sociais
Imagens de sistema de vigilância eletrônica identificaram o ex-CEO da agencia de viagens Hurb, João Ricardo Mendes: cobrança de dívida | Foto: Reprodução/Redes sociais

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) solicitou nesta sexta-feira, 9, a inclusão do nome de João Ricardo Rangel Mendes, ex-CEO da Hurb, na lista vermelha da Interpol e o bloqueio de seu passaporte. Segundo o órgão, o empresário é considerado foragido desde quarta-feira, 7, data em que a Justiça do Rio de Janeiro decretou sua prisão preventiva.

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A decisão judicial foi assinada pelo juiz André Felipe Veras de Oliveira, da 32ª Vara Criminal, que identificou “evidente risco à ordem pública e à aplicação da lei penal” como fundamento para a prisão. Mendes havia sido denunciado em maio de 2025 pelos crimes de furto qualificado e adulteração de identificação de veículo e respondia ao processo em liberdade até ser preso no Ceará.

Hurb, antiga empresa de nome Hotel Urbano
Hurb, antiga empresa de nome Hotel Urbano | Foto: Divulgação/Hurb

Ex-CEO da Hurb foi solto em audiência de custódia

Mendes foi preso na noite da última segunda-feira, 5, no Aeroporto Regional de Jericoacoara, no Ceará, sob suspeita de uso de documento falso. Durante a abordagem, agentes constataram que a tornozeleira eletrônica que ele utilizava estava descarregada. O empresário foi encaminhado à Delegacia Regional de Acaraú.

Na audiência de custódia realizada na terça-feira, 6, o Tribunal de Justiça do Ceará concedeu liberdade provisória ao ex-CEO e impôs medidas cautelares. Entre elas, estavam a obrigação de comparecimento mensal ao juízo, a proibição de sair da cidade onde reside sem autorização judicial, o recolhimento domiciliar noturno e a vedação de frequentar locais que vendam bebidas alcoólicas.

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Depois da concessão da liberdade, o MPRJ pediu a prisão preventiva, sob a alegação de descumprimento das medidas judiciais. Dois dias depois, a Justiça fluminense acolheu o pedido e decretou a nova ordem de prisão.

A defesa do empresário afirma que Mendes não permaneceu mais de 30 dias fora do Rio de Janeiro sem autorização e não há comprovação de que o eventual desligamento da tornozeleira eletrônica tenha sido intencional.

Leia também: “A era da ladroagem”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 303 da Revista Oeste

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