Prefeito pede desligamento de usinas nucleares em Angra dos Reis (RJ)

Eletronuclear informou que não vai interromper operações por causa das chuvas
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As usinas de Angra 1 e 2 nunca foram desligadas por conta de efeitos climáticos ou desastres naturais
As usinas de Angra 1 e 2 nunca foram desligadas por conta de efeitos climáticos ou desastres naturais | Foto: Divulgação

As usinas de energia nuclear de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, não devem ser desligadas, de acordo com a Eletronuclear, empresa responsável pelas usinas.

O pedido para interromper as operações foi feito pelo prefeito de Angra dos Reis, Fernando Jordão (MDB), enquanto o acesso ao município não estiver normalizado, por causa das fortes chuvas que atingiram a região neste fim de semana.

Segundo Leonam dos Santos Guimarães, diretor-presidente da Eletronuclear, não se justifica do ponto de vista técnico o desligamento das usinas. A estatal sustenta que o Plano de Emergência Externo (PEE) para a central nuclear não está comprometido.

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As usinas de Angra 1 e 2 nunca foram desligadas por conta de efeitos climáticos ou desastres naturais. Em geral, as usinas são desligadas lentamente.

Só haveria um desligamento imediato automático se houvesse alguma ameaça à operação, o que não foi o caso, apesar das fortes chuvas. Isso porque um desligamento emergencial gera grande variação de pressão e temperatura.

Em nota, a Eletronuclear esclareceu que o PEE para o caso de emergência na central nuclear de Angra dos Reis não está comprometido, por conta das quedas de barreiras nas estradas da Costa Verde.

“Primeiramente, é preciso explicar que, se fosse necessária, a evacuação de trabalhadores da empresa e da população seria feita pela BR-101 RJ Sul, tanto no sentido de Angra dos Reis quanto no de Paraty”, informou a empresa. “Acontece que as obstruções verificadas nessa estrada estão fora das Zonas de Planejamento de Emergência previstas no PEE.”

Segundo os procedimentos estabelecidos no plano, em caso de emergência, a estatal disse que a evacuação poderia abranger pessoas localizadas num raio de até 5 quilômetros da central, que seriam levadas para abrigos situados a até 15 quilômetros das usinas. “Esses abrigos também não foram atingidos pelas chuvas ou por deslizamentos de terra. Dessa forma, no momento, a ação poderia ser realizada com total eficácia”, destacou a Eletronuclear.

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