Quase 100 mil alunos ainda não voltaram às aulas presenciais em SP

São 23 os municípios paulistas que permanecem com as crianças e os jovens fora das escolas
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Mesmo com autorização do governo do Estado, cidades do interior paulista mantêm escolas com portões fechados
Mesmo com autorização do governo do Estado, cidades do interior paulista mantêm escolas com portões fechados | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A apenas três meses do fim de 2021, quase 100 mil alunos das redes estadual e municipais de ensino de São Paulo ainda não voltaram às aulas presenciais, mesmo com autorização do governo do Estado. Segundo reportagem publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, são 23 os municípios paulistas que permanecem com as crianças e os jovens fora das escolas.

Nesses municípios, as instituições da rede privada de ensino estão abertas, funcionando normalmente, o que só aumenta o abismo de desigualdade na área educacional.

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Entre as justificativas apresentadas por prefeitos de cidades do interior, estão a preocupação com o avanço da variante Delta do coronavírus e a espera pela vacinação de 100% dos professores. Todos os índices fornecidos pelo governo do Estado mostram que a pandemia está em fase mais controlada, com queda consistente no número de casos e mortes por covid-19 e menos de 30% de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

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No município de São Roque (SP), por exemplo, o retorno às aulas presenciais foi anunciado para setembro, mas a prefeitura recuou e decidiu adiá-lo para o início de 2022. Em nota, a gestão do prefeito Guto Issa (Podemos) informa que houve pedidos de vereadores para que a volta às aulas fosse adiada e que a decisão foi tomada em função da “perspectiva de aumento significativo de casos de contaminação do coronavírus devido à variante Delta”.

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De acordo com o mais recente boletim divulgado pela prefeitura sobre a epidemia, São Roque contabilizava apenas sete casos de covid-19 e três internações.

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Entre as cidades com maior número de alunos que ainda não voltaram, segundo informações do governo estadual e do movimento Escolas Abertas, aparecem ainda Tupã, Ibiúna, Mairinque, Embu-Guaçu, Cajuru, Alumínio e Pereira Barreto. Parte desses municípios projetam o retorno para este mês.

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3 comentários Ver comentários

  1. Crianças fora da escola e fora de casa (os pais saem cedo para buscar comida e voltam no fim do dia), nas ruas a mercê de traficantes, pedófilos, aliciadores. Mestres (relapsos) dessas crianças nem enrubescem as faces, curtindo a sua ociosidade. O tráfico de armas vai aumentar muito nos próximos quinze anos.

  2. O ano letivo já está praticamente acabado, então voltar para quê? Além do mais, para aprender essas inutilidades dessas cartilhas petistas, é melhor ficar em casa e deixar para quem tem condições de ter uma educação melhor, continuar seus estudos.

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