Queiroga: Brasil estuda reduzir tempo de isolamento para infectados

Período passaria a ser de cinco dias para quem não tiver sintomas e de sete dias para os sintomáticos
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Marcelo Queiroga, ministro da Saúde, falou sobre o avanço da variante Ômicron do coronavírus
Marcelo Queiroga, ministro da Saúde, falou sobre o avanço da variante Ômicron do coronavírus | Foto: Reprodução/YouTube

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou na manhã desta sexta-feira, 7, que o governo federal estuda a possibilidade de reduzir o tempo mínimo recomendado de isolamento para pacientes assintomáticos com covid-19 para cinco dias. No caso daqueles que tiverem sintomas da doença, esse período pode ser reduzido de dez para sete dias.

Como Oeste noticiou mais cedo, a medida também vem sendo analisada pela prefeitura de São Paulo.

As declarações foram dadas em entrevista coletiva concedida por Queiroga em Brasília, ao chegar ao Ministério da Saúde. Segundo o chefe da pasta, ainda não há uma decisão final sobre o tema.

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“O CDC [Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos] já deu essa recomendação. Isso está sendo analisado”, afirmou Queiroga. Indagado se o Brasil adotaria a mesma medida, ele respondeu: Possivelmente, porque está sendo adotada em outros países com base em evidências científicas”. 

“Estamos discutindo isso com a equipe técnica e vamos passar uma posição para vocês”, completou o ministro da Saúde. 

Ômicron

Marcelo Queiroga reconheceu a preocupação do governo federal com o avanço da variante Ômicron no país, principalmente por causa da possível sobrecarga sobre o sistema de saúde. O ministro destacou, no entanto, o fato de a maioria das infecções pela nova cepa não terem desdobramentos mais graves até aqui.

“O que nos preocupa mais é a Região Norte, porque as taxas de vacinação são mais baixas e o sistema de saúde não tem a mesma estrutura de outros grandes centros”, disse. “Nossa esperança é que os casos de Ômicron parecem mais leves.”

Queiroga chamou atenção para que as pessoas evitem grandes festas e confraternizações neste momento. “Nós vimos o que aconteceu no ano passado. Aqui no Brasil tem um duplo discurso: se diz uma coisa na televisão e se faz outra na vida privada”, criticou. “Festas, aglomerações, e as pessoas desprezam o inimigo, que é o vírus. Os cuidados são os mesmos e as recomendações são as mesmas.”

Carnaval

Indagado sobre o cancelamento do Carnaval de rua em várias regiões do país, Queiroga afirmou que, neste momento, é necessário evitar aglomerações dessa magnitude.

“O ministério nunca estimulou esses grandes eventos. Antes da variante Ômicron, a discussão era fazer grandes festas de Réveillon e Carnaval”, lembrou. “O que nós queremos é que a nossa economia não pare. Em vez de fazer essas grandes aglomerações festivas, o que queremos é que a nossa economia funcione. O Brasil precisa crescer, gerando emprego e renda para as pessoas”, concluiu. 

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