Veto da China à carne ‘não é questão de relacionamento’, diz Bolsonaro

Vendas estão suspensas desde setembro; prejuízo do setor pode superar US$ 1 bilhão
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Carne embarcada para a China continua parada nos portos do país
Carne embarcada para a China continua parada nos portos do país | Foto: Reprodução/Flickr

O presidente Jair Bolsonaro disse que o veto da China à carne bovina brasileira não se deve a problemas de relacionamento com o país asiático.

A suspensão nas exportações à China se deu depois da identificação de dois casos atípicos do mal da “vaca louca”. Agora, cabe aos chineses decidirem quando encerrar o embargo, que já dura mais de dois meses.

“O problema da carne, que tem dezenas de navios parados na China, é que em questão de um mês e pouco atrás um funcionário público lá de Minas Gerais falou que tinha um caso de ‘vaca louca’. Mas ele falou da boca para fora, sem comprovação nenhuma”, disse Bolsonaro, em entrevista à rádio Cultura FM, na quarta-feira 10.

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A Organização Mundial de Saúde Animal reconheceu o risco insignificante para o rebanho brasileiro. Mesmo assim a China mantém o veto.

“Quando saiu essa notícia, nós fomos obrigados a informar aos países que importam nossa carne o que o servidor falou. Ao anunciar isso, a China simplesmente bloqueou as nossas exportações”, afirmou Bolsonaro.

Há três semanas, o chanceler chinês Wang Yi disse ao Itamaraty que o impasse seria solucionado rapidamente.

O presidente Bolsonaro demonstrou otimismo com a retomada dos negócios. “Não é questão de relacionamento Brasil e China, zero. A China não tem como comprar carne em quantidade suficiente de outros países, e não pode importar da Lua, de Marte, de Saturno, de Plutão, de outro planeta”, afirmou.

“Eles seguraram lá, o preço começou a ter pequena queda aqui no supermercado do Brasil quase dois meses depois”.

Mesmo com os preços altos, Bolsonaro garantiu que não vai interferir no mercado. “Até posso interferir, criar impostos, cotas como a Argentina está fazendo. Mas isso leva a desabastecimento e inflação. Somos do livre mercado, nós não atrapalhamos o homem do campo”, relatou na entrevista.

“Sabemos que o preço está alto também por conta do ‘fica em casa, a economia a gente vê depois’. A gente não interfere. Se interferir, no médio prazo, o preço vai ser mais alto ainda. Espero que se normalize”, concluiu.

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