A Justiça Federal de São Paulo tornou o empresário Nelson Tanure réu por supostamente utilizar informações confidenciais em negociações de ações da construtora Gafisa. A decisão ocorreu por parte da juíza Maria Isabel do Prado, da 5ª Vara Criminal Federal, nesta quarta-feira, 28, depois de o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar o retorno da investigação ao tribunal paulista.
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Segundo o Ministério Público Federal (MPF), Tanure teria feito uso indevido de informações privilegiadas quando negociou papéis da Gafisa, empresa da qual é acionista. O empresário, no entanto, nega qualquer irregularidade.
A juíza havia enviado o caso ao STF na semana passada, atendendo a solicitação da defesa do empresário. Contudo, depois de análise, Toffoli devolveu o processo para São Paulo.
Relação entre Tanure, Banco Master e investigações

Na denúncia, o MPF relatou uma possível ligação entre Tanure e o Banco Master, alvo de investigação no gabinete do ministro do STF. A Procuradoria da República em São Paulo também sugeriu que o empresário fosse “sócio oculto” do Banco Master, exercendo influência por meio de fundos e estruturas societárias consideradas complexas.
No início de janeiro, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão contra Tanure e Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, dentro da Operação Compliance Zero. Toffoli, ao reexaminar o caso, afastou qualquer conexão entre a apuração sobre Tanure e as investigações de fraudes financeiras que envolvem a instituição financeira. Por isso, determinou a continuidade do processo em São Paulo.
Defesa alega lisura e ausência de ilegalidades
O advogado Pablo Naves Testoni, representante de Tanure, afirmou que o empresário lamenta o que chamou de “açodada denúncia” e declarou confiar que “os fatos serão esclarecidos”.
Segundo o defensor, a aquisição da Upcon Incorporadora S/A, realizada entre 2019 e 2020, ocorreu depois de amplo debate e de aprovação dos acionistas da Gafisa. “Com a publicação de fatos relevantes antes e depois do fechamento do negócio, que passou pelo crivo e foi aprovado pela maioria dos acionistas da própria construtora, que não foi sequer incluída na acusação”, afirmou Testoni.
Leia também: “A espada de Vorcaro”, artigo de Alexandre Garcia publicado na Edição 306 da Revista Oeste
Em nota, a defesa acrescentou que, até o momento, a Comissão de Valores Mobiliários não identificou nenhuma ilegalidade na operação. Além disso, afirmou que Polícia Federal investigou os mesmos acontecimentos e relatou não ter encontrado indícios de prática criminosa.






































Já o Vorcaro muy amici dus hômis voa em céu de brigadeiro … este é o Brasil do amor.
Já conheceu algum banqueiro ir preso no Brasil?