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Economia

CEO diz que Cosan pode acabar nos próximos anos

Declaração ocorre em meio à reestruturação financeira da holding e à crise envolvendo a Raízen

Marcelo Martins, CEO da Cosan
Marcelo Martins, CEO da Cosan

O CEO da Cosan, Marcelo Martins, afirmou que é “bastante razoável” imaginar que a companhia deixe de existir nos próximos três a cinco anos. A declaração foi dada durante conferência com investidores para comentar os resultados financeiros da empresa.

Segundo o executivo, a tendência é que a holding seja gradualmente desmontada depois da conclusão do processo de desalavancagem e venda de ativos. Nesse cenário, os acionistas passariam a receber diretamente participações nas empresas atualmente controladas pela Cosan, como Rumo, Compass e Moove.

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Cosan sob pressão financeira

A fala acontece em meio à pressão financeira enfrentada pelo grupo, especialmente depois do agravamento da crise da Raízen, joint venture da Cosan com a Shell e uma das maiores produtoras de açúcar, etanol e distribuidoras de combustíveis do país.

A Raízen acumula dívidas bilionárias e negocia alternativas para evitar uma recuperação judicial. Nos últimos meses, Shell e Cosan divergiram sobre o modelo de capitalização da companhia. Enquanto a petroleira britânica defende aporte financeiro para manter a estrutura integrada, a Cosan propõe mudanças mais profundas na estrutura do negócio.

Leia também: “Joesley, o oligarca brasileiro”, reportagem publicada na Edição 322 da Revista Oeste

Marcelo Martins também afirmou que a Cosan não pretende vender ativos “a qualquer preço”, apesar de reconhecer que o grupo passa por um processo de reorganização financeira. Segundo ele, o foco atual é reduzir a alavancagem da holding de maneira gradual e estratégica.

A Cosan foi fundada pelo empresário Rubens Ometto e se transformou ao longo das últimas décadas em um dos maiores conglomerados privados do Brasil, com atuação nos setores de energia, logística, gás natural, lubrificantes e infraestrutura ferroviária. Mesmo diante da possibilidade de dissolução da holding, o executivo afirmou que os negócios operacionais das empresas do grupo continuariam existindo normalmente, apenas deixando de ficar concentrados sob a estrutura atual da Cosan.

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