Dois meses depois de aprovar um empréstimo de R$ 12 bilhões para os Correios com bancos públicos e privados, o Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou, nesta quinta-feira, 26, a contratação de mais R$ 8 bilhões em crédito pela estatal.
A nova operação, também estruturada por um consórcio de instituições financeiras, permitirá que a empresa complete o plano de financiamento de R$ 20 bilhões. Assim como na primeira etapa, o empréstimo contará com garantia da União, cabendo ao Tesouro Nacional cobrir eventuais inadimplências.
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Os R$ 8 bilhões adicionais foram enquadrados em um sublimite criado pelo CMN, órgão responsável por estabelecer quanto União, Estados, municípios e estatais podem contratar no sistema financeiro. Com a mudança, o teto global de crédito para entes públicos em 2026 passou de R$ 15,62 bilhões para R$ 23,62 bilhões.

Apesar da autorização, integrantes do governo e da própria empresa ainda avaliam a possibilidade de substituir o empréstimo por um aporte direto do Tesouro, em vez de nova captação no mercado. A decisão final deve ocorrer até o fim do primeiro semestre. No final do ano passado, os Correios já haviam contratado os R$ 12 bilhões iniciais.
Em nota, o CMN afirmou que a ampliação do limite com garantia da União visa a “assegurar a continuidade do Plano de Reestruturação Econômico-Financeira da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Correios), aprovado em 10 de dezembro de 2025”.
A estatal enfrenta uma das piores crises financeiras de sua história. Entre janeiro e setembro do ano passado, o prejuízo acumulado chegou a R$ 6 bilhões. O resultado consolidado de 2025 ainda não tem data prevista para divulgação. Para 2026, os Correios projetam déficit de até R$ 23 bilhões.

Correios ganharam sublimite especial do CMN
Além de instituir um sublimite específico para os Correios, o CMN promoveu ajustes nos limites de crédito de Estados e municípios. De acordo com o Ministério da Fazenda, as alterações buscam priorizar financiamentos vinculados ao Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) e a projetos de parcerias público-privadas (PPPs).
Nas operações com garantia da União, as mudanças foram:
- Redução do sublimite geral para Estados e municípios, de R$ 9 bilhões para R$ 5 bilhões;
- Criação de sublimite de R$ 2 bilhões para operações enquadradas no Novo PAC;
- Criação de sublimite de R$ 2 bilhões para financiamento de projetos de PPP.
Já nas operações sem garantia da União, as alterações incluem:
- Redução do sublimite geral de R$ 6 bilhões para R$ 4 bilhões;
- Criação de sublimite de R$ 2 bilhões para operações vinculadas ao Novo PAC.
Tradicionalmente, o CMN define em janeiro os limites e os sublimites de crédito dos órgãos públicos para os 11 meses seguintes. Contudo, devido à aprovação do primeiro empréstimo de R$ 12 bilhões aos Correios, os parâmetros para 2026 foram estabelecidos ainda em dezembro de 2025.





































No frigir dos ovos, toda esta irresponsável gastança cairá nas costas do contribuinte, simples….
Faltou foco para os Correios que era uma empresa de comunicação que foi engolido pelas gigantes da tecnologia com e-mail, whats App, chats e outras ferramentas de comunicação.
Lembro que nos anos 1970 já operava com pequenas encomendas, mas por incompetência da gestão pública foram engolidos por Mercado Livre, DLH, Amazon, etc.
Acabou com tudo !