O Banco Central informou nesta terça-feira, 14, que o volume de recursos esquecidos em instituições financeiras atingiu R$ 10,6 bilhões em fevereiro. O valor se mantém próximo ao registrado em janeiro, quando o montante somava R$ 10,5 bilhões. Desde o início do programa, já foram devolvidos R$ 14,2 bilhões.
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Os dados indicam que a maior parte do dinheiro pertence a pessoas físicas. Ao todo, cerca de 47 milhões de cidadãos têm valores a receber, o que representa R$ 8,1 bilhões. Entre empresas, aproximadamente 5 milhões concentram R$ 2,4 bilhões.
Recursos se concentram em pequenas quantias, diz BC
A distribuição dos valores mostra que a maioria dos recursos é de baixo valor. Cerca de 63,2% correspondem a quantias de até R$ 10. Outros 24,3% estão na faixa entre R$ 10,01 e R$ 100, enquanto 10,5% variam de R$ 100,01 a R$ 1.000. Apenas 1,99% dos valores superam R$ 1.000.
Em relação à origem dos recursos, R$ 6,3 bilhões estão em bancos. Administradoras de consórcio concentram R$ 2,6 bilhões, e cooperativas de crédito reúnem cerca de R$ 953 milhões.
Governo avalia uso dos recursos
O estoque de dinheiro esquecido entrou no debate sobre medidas para aliviar o orçamento de famílias endividadas. O governo avalia a possibilidade de usar esses recursos para reforçar o Fundo Garantidor de Operações (FGO).
A proposta enfrenta resistência. Críticos afirmam que a medida pode representar interferência sobre recursos privados. Por outro lado, interlocutores do governo argumentam que mudanças na legislação, aprovadas em 2024, estabeleceram prazo para resgate, o que limitaria o direito aos valores não retirados.
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Instituições financeiras também demonstram preocupação com a proposta, já que esses recursos funcionam como fonte de financiamento de baixo custo para operações.
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