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Economia

Justiça manda apreender passaporte de dono da Polishop

Bloqueio dos documentos de João Appolinário foi determinado a pedido do Itaú, que cobra dívida de R$ 1,9 milhão

Polishop Appolinário
Segundo o processo, a Polishop obteve em 2020 um empréstimo de R$ 5 milhões, a ser quitado em 42 parcelas mensais I Foto: Divulgação/Emerson Lima

A Justiça de São Paulo determinou que a Polícia Federal realize o bloqueio e a apreensão do passaporte do empresário João Appolinário, fundador e presidente da Polishop, pelo prazo de dois anos.

A decisão foi assinada pelo juiz Douglas Ravacci, em uma ação movida pelo banco Itaú, que cobra da empresa de Appolinário uma dívida de cerca de R$ 1,9 milhão.

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Segundo o processo, a Polishop obteve em 2020 um empréstimo de R$ 5 milhões, a ser quitado em 42 parcelas mensais. A última parcela venceria em dezembro de 2024. No entanto, ainda conforme a ação, os pagamentos teriam sido interrompidos em abril de 2024.

O Itaú argumentou à Justiça que, apesar da adoção de medidas tradicionais — como penhora patrimonial —, não houve o pagamento de “um único real”. O banco também sustentou que Appolinário, que declarou à Receita Federal um patrimônio superior a R$ 170 milhões, assinou o contrato como devedor solidário, assumindo responsabilidade pelas obrigações da operação.

Ao autorizar a medida, Ravacci disse que a apreensão do passaporte é “adequada, necessária e proporcional”, e que pode ser revista a qualquer tempo caso os executados passem a cooperar efetivamente com o pagamento da dívida. A decisão atinge também outro sócio da empresa.

Dono da Polishop teve bens penhorados

Appolinário também é alvo de outra medida judicial. Em decisão na última semana, a Justiça paulista determinou a penhora de bens pessoais do empresário em uma ação que cobra R$ 24,9 milhões, movida pela Versuni Brasil Ltda.

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O juiz Renan Jacó Mota autorizou a penhora de dois imóveis residenciais do empresário no Jardim Paulista, bairro da capital paulista.

No despacho, o magistrado determinou que um oficial de Justiça, acompanhado de um advogado da credora, vá aos endereços citados para cumprir a diligência. A Versuni alegou que, “dada a luxuosidade dos imóveis”, seria possível localizar ativos relevantes para contribuir, ainda que parcialmente, com o pagamento da dívida.

João Appolinário ganhou projeção nacional também como um dos integrantes do programa “Shark Tank Brasil”, exibido pelo Sony Channel.

Leia também: “Inflado e ineficiente”, reportagem publicada na Edição 299 da Revista Oeste

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