publicidade
Economia

Senado aprova teto do ICMS sobre combustíveis e energia

Presidente Jair Bolsonaro (PL) prevê queda de até R$ 2 na gasolina e R$ 1 no diesel

ICMS
Proposta volta para análise na Câmara dos Deputados | Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O Senado Federal aprovou na noite desta segunda-feira, 13, a proposta que cria um teto de 18% para a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis, energia elétrica, transportes e serviços de comunicação. Foram 65 votos favoráveis ao projeto e 12 contrários.

Esses setores passam, conforme relatório do senador Fernando Bezerra (MDB-PE), para a classificação de “bens e serviços essenciais” — o que impede o aumento da alíquota. Com a mudança, o projeto aprovado no Senado voltará para a Câmara dos Deputados, que deve chancelar as alterações.

Receba nossas atualizações

O projeto prevê ainda uma compensação aos Estados que sofrerem perdas de arrecadação acima de 5%. A expectativa do governo de Jair Bolsonaro (PL) é de uma redução no preço dos combustíveis para o consumidor final, o que vai ajudar a controlar inflação.

Mais cedo, Bolsonaro afirmou que a aprovação da proposta pode reduzir em R$ 2 o valor do litro da gasolina na bomba. Para o diesel, o valor esperado de queda é de R$ 1, de acordo com chefe do Poder Executivo.

A proposta aprovada no Senado reduz a zero as alíquotas de Cide-Combustíveis e PIS/Cofins incidentes sobre a gasolina até o final deste ano. Atualmente, tais tributos federais já estão zerados para o diesel e o gás de cozinha.

Relacionadas

Governadores temem a proposta

Ao virar lei, os governos estaduais não poderão cobrar o ICMS acima de 18% para esses produtos. A alíquota no Rio de Janeiro para energia, por exemplo, está acima de 30%.

Governadores não concordam com a proposta, em virtude da possível perda de arrecadação, que pode chegar a R$ 100 bilhões. Na semana passada, Rodrigo Garcia (PSDB), governador de São Paulo, fez uma contraproposta e pediu o adiamento por dois anos da dívida bilionária do Estado com a União para zerar o ICMS sobre os combustíveis.

“Uso esse dinheiro [da dívida] para zerar o ICMS do diesel, do etanol e do gás de cozinha e para reduzir o da gasolina. Não precisa de PEC para isso. É mais justo e rápido”, disse, em 8 de junho.

Relacionadas

Leia mais sobre:

10 comentários
  1. SERGIO JOSE NUNES DE OLIVEIRA
    SERGIO JOSE NUNES DE OLIVEIRA

    Amigo, sou do setor de combustiveis e a conta é ainda pior. O PMPF é um valor determinado pelos Estados, seguindo uma pesquisa de preços, que pega digamos o preço de um posto de gasolina no interior e outro na capital e divide por dois linearmente, ou seja, mesmo peso. Mas um posto na Capital vende muito mais que um no interior, ai a conta já fica malandra. Bem, se você considerar, no exemplo de RJ que a gasolina tem aliquota de 34% (não é mentira). Considere que o modo correto de cobrança, é sobre o preço de venda inicial da Petrobras R$-2,88. O PMPF no RJ hoje é de R$-6,7850 x 34% (ICMS) = 2,3069. Considerando que o ICMS incide sobre o suposto preço de venda, então o ICMS, neste pequeno exemplo, vai dar na realidade uns 80% sobre o preço da Petrobras. SE fosse do modo correto, R$-2.88 x 34%= R$-0,9792. Então a verdade é que é muito mais. Isso também porque o PMPF está congelado, porque o Bolsonaro (não gosto dele mas gosto da verdade), botou a boca no trombone e escancarou quem é o vilão da história, tirando dos ombros da Petrobras a culpa. Essa é a verdade, os ESTADOS são os vilões mesmo e falo com propriedade.

  2. Seu Madruga
    Seu Madruga

    Até que enfim esses calhordas do senado estão trabalhando em favor do povo/país, só pensam nos rabos gordos deles.

  3. ROBERTO ALVES PEREIRA
    ROBERTO ALVES PEREIRA

    Vai vendo Brasil !!!
    Veja a lista de senadores que votaram contra ou não votaram pela redução dos preços dos combustíveis e energia elétrica.
    Vamos retirá-los da vida pública nas próximas eleições !!!!
    1 Chico Rodrigues (UNIÃO-Roraima) Absteve do voto
    2 Cid Gomes (PDT-Ceará) Absteve do voto
    3 Confúcio Moura (MDB-Rondônia) Não
    4 Fabiano Contarato (PT-Espírito Santo) Não
    5 Flávio Arns (Podemos-Paraná) Não
    6 Humberto Costa (PT-Pernanbuco) Não
    7 Jaques Wagner (PT-Bahia) Não
    8 Jean Paul Prates (PT-Rio G. do Norte) Não
    9 Marcelo Castro (MDB-Piaui) Não
    10 Nilda Gondim (MDB-Paraíba) Não
    11 Paulo Paim (PT-Rio G. DO SUL) Não
    12 Paulo Rocha (PT-Pará) Não
    13 Rodrigo Pacheco (PSB-Minas Gerais) Absteve do voto
    14 Rogério Carvalho (PT-Sergipe) Não
    15 Tasso Jereissati (PSDB-Ceará) Absteve do voto
    16 Zenaide Maia (PROS-Rio G. Norte) Não

  4. José Antônio Batalha Zocccoler
    José Antônio Batalha Zocccoler

    Esses governadores sem controle de suas contas querem mais dinheiro, nunca prestaram contas de nada…..bandalheira e corrupção.

  5. Josué
    Josué

    É 17% ou 18%? A perda de arrecadação dos Estados é 100bi ou 50bi como demonstrado pelo próprio senado.?

  6. Francisco Nascimento Garcia
    Francisco Nascimento Garcia

    O PT votou em peso CONTRA a redução de impostos desses produtos essenciais!

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade