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Economia

Tesouro barra empréstimo de R$ 20 bilhões aos Correios

Órgão rejeita taxa pedida por bancos e força nova rodada de negociações

Correios Tesouro
A gestão dos Correios vê este crédito como essencial para atravessar um cenário que é considerado crítico | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O Tesouro Nacional decidiu, nesta terça-feira, 2, que não dará aval ao empréstimo de R$ 20 bilhões solicitado pelos Correios caso os bancos mantenham a taxa de juros proposta, de 136% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI).

O teto fixado pelo Comitê de Garantias do Tesouro é de 120% do CDI. Trata-se do limite usado para operações de Estados e municípios.

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Com a taxa básica de juros do país, a Selic, a 15%, a taxação anual ficaria na casa dos 18%. A taxa defendida pelos consórcio de bancos envolvidos na transação —- Banco do Brasil, Citibank, BTG Pactual, ABC Brasil e Safra — elevaria o valor para 20,4% ao ano. O Tesouro considerou o pedido das instituições “excessivo”, considerando se tratar de uma operação com a garantia da União.

Situação dos Correios

A gestão dos Correios vê este crédito como essencial para atravessar um cenário que é considerado crítico. De janeiro a setembro, a estatal registrou prejuízo de R$ 6,05 bilhões. Além disso, pode fechar 2025 com prejuízo total de cerca de R$ 10 bilhões.

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O plano de reestruturação da estatal a partir do empréstimo inclui o pagamento de fornecedores atrasados, a quitação de dívidas, um novo programa de desligamento voluntário e investimentos para recuperar espaço no mercado de encomendas.

A crise vivida pelos Correios levou à saída de Fabiano Silva da presidência da empresa, em julho deste ano. Silva atribuiu parte da crise à chamada “taxa das blusinhas”, cobrada em compras internacionais até US$ 50.

O novo presidente da companhia, Emmanoel Schmidt Rondon, assumiu o cargo apenas em setembro. Ele é funcionário de carreira do Banco do Brasil, ligado ao mercado financeiro e tenta reorganizar as finanças da estatal antes de ampliar o quadro de funcionários aprovado em concurso.

Leia também: “Uma bomba chamada Correios”, reportagem de Lucas Cheiddi e Uiliam Grizafis publicada na Edição 287 da Revista Oeste

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2 comentários
  1. Luiz fernando Chalet ferreira
    Luiz fernando Chalet ferreira

    Eles vão dar um jeito do dinheiro ser liberado . Tem eleição ano que vem

  2. Christian
    Christian

    Tem que vender este trabuca para a iniciativa privada. Com este déficit, acho que ninguém mais compra.
    Nenhum dinheiro público deveria se cedido aos Correios.

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