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Jornalista arrisca a vida para mostrar os limites no Estreito de Ormuz; assista

Repórter iraniano navega até a ‘linha invisível’ da Guarda Revolucionária; cruzar ou ligar motores significa ataque de drones

Repórter iraniano aponta para navio-tanque no Estreito de Ormuz | Foto: Reprodução/X
Repórter iraniano aponta para navio-tanque no Estreito de Ormuz | Foto: Reprodução/X

Em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, que já entra na terceira semana com trocas de ataques entre Irã, Estados Unidos e Israel, um jornalista iraniano realizou uma reportagem de alto risco no Estreito de Ormuz, a rota marítima por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

Filmado a bordo de um pequeno barco, o repórter aponta diretamente para uma “linha invisível” no horizonte – uma fronteira não marcada em mapas, mas rigidamente imposta pela Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC). 

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Jornalista relata momentos de tensão

Do outro lado dela, vários petroleiros estrangeiros permanecem parados, com motores desligados, radares inativos e transponders silenciosos. “Esses são navios estrangeiros que desligaram os motores”, explica o jornalista na gravação. Oeste fez a verificação do conteúdo e recebeu a informação de que o material é autêntico.

Aparentemente a bordo de uma pequena lancha e na companhia de poucas pessoas, o repórter destaca, em tom dramático: “Assim que ligarem qualquer sistema ou tentarem cruzar essa linha, a Guarda Revolucionária os atingirá com drones imediatamente, sem aviso prévio”. 

O vídeo, que circula amplamente em redes sociais e perfis de análise geopolítica desde o início de março, reflete a realidade do bloqueio efetivo imposto pelo Irã depois dos ataques coordenados de Washington e Tel Aviv. 

Declarações oficiais da IRGC e da imprensa estatal iraniana confirmam que o estreito está sob controle total de Teerã em tempos de guerra, com ameaças explícitas de afundar qualquer embarcação que desrespeite as regras impostas. Os EUA, por sua vez, informam que as forças militares inimigas estão cada vez mais enfraquecidas

Leia também: “O Ocidente contra o islamismo”, reportagem publicada na Edição 313 da Revista Oeste

A medida drástica já causou paralisia no tráfego marítimo: navios comerciais evitam a passagem, estoques de petróleo se acumulam em portos do Golfo Pérsico e preços do barril disparam, agravando a crise energética global. 

Enquanto o novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, reafirma que o bloqueio continuará até a retirada de forças norte-americanas da região, o jornalista – cuja identidade não foi divulgada por razões de segurança – expõe de forma crua o risco que paira sobre o comércio mundial. 

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