publicidade
Mundo

Reino Unido vai limitar os preços da energia para residências por dois anos

Um limite também foi anunciado para as empresas, por seis meses

Energia Reino Unido
Foto: Reprodução/ Pixabay

Com a inflação batendo recorde em julho e o prognóstico de aumento das contas de energia em mais de 80%, o governo do Reino Unido anunciou nesta quinta-feira, 8, que irá limitar os preços da energia nas residências por dois anos.

Além disso, o governo também anunciou uma medida separada, para as empresas, que limitará o preço da energia por seis meses. A diferença entre o que os moradores pagam e o custo das concessionárias será paga pelo governo, assim como a diferença entre o valor pago pelas concessionárias e o custo real da energia no mercado. As autoridades britânicas não divulgaram os custos do pacote, mas economistas estimam que custará aos cofres do Reino Unido US$ 120 bilhões (R$ 624 bilhões).

Receba nossas atualizações

A medida é uma das maiores intervenções na economia do Reino Unido em tempos de paz e expõe como a guerra na Ucrânia está remodelando os mercados de energia em todo o Ocidente.

O pacote também marca o primeiro grande ato no cargo da nova primeira-ministra Liz Truss, que no discurso de posse, na terça-feira 6, definiu energia, economia e saúde como prioridades de sua administração. “Desafios extraordinários exigem medidas extraordinárias, garantindo que o Reino Unido nunca mais esteja nessa situação”, disse Liz, nesta quinta-feira.

Para aumentar a oferta de energia, o governo permitirá o fracking, que foi proibido anteriormente, e emitirá licenças para garantir que mais petróleo e gás possam ser extraídos do Mar do Norte. Autoridades do governo do Reino Unido dizem que a política reduzirá o pico de inflação no Reino Unido em quatro ou cinco pontos percentuais em comparação com os 13% a 18% anteriormente esperados pelos economistas.

Autoridades do governo britânico não deram quaisquer detalhes sobre os custos do pacote, o que poderá ser feito no fim do mês. Analistas dizem que a medida irá aumentar a dívida pública, que, em julho, correspondia a 95,5% da produção econômica anual, acima dos 94% do ano anterior.

O novo chefe do Tesouro, Kwasi Kwarteng, alertou que haverá gastos extras, mas que a economia crescerá mais rápido do que as dívidas do país.

A Grã-Bretanha, apesar de importar da Rússia apenas 4% de sua necessidade de gás, está sujeita aos preços globais do gás natural, combustível que produz 40% da eletricidade do Reino Unido. Sem intervenção do governo na economia, o Banco da Inglaterra prevê que a inflação atinja 13% até o final do ano.

A primeira-ministra descartou a imposição de impostos extras sobre os produtores de energia para pagar o pacote, como havia sugerido o Partido Trabalhista, de oposição, afirmando que um novo tributo “prejudicaria o interesse nacional” ao impedir o investimento de empresas de energia.

Relacionadas

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.