Rússia vai aumentar os gastos públicos

Medidas anunciadas por Moscou visam a amenizar os impactos das sanções aplicadas ao país pelas potências ocidentais
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Vladimir Putin, o presidente da Rússia
Vladimir Putin, o presidente da Rússia | Foto: Divulgação/Kremlin

A Rússia está preparando um pacote de ajuda econômica equivalente a dezenas de bilhões de dólares para amenizar os impactos das sanções aplicadas ao país pelas potências ocidentais.

As medidas anunciadas por Moscou, que visam a ajudar indivíduos e empresas em dificuldades, não impedirão a Rússia de registrar sua pior desaceleração em décadas, segundo The Wall Street Journal. Ainda assim, o Kremlin mostra capacidade para ajudar a população a enfrentar a crise econômica.

Desde a invasão da Ucrânia, em 24 de fevereiro, o presidente Vladimir Putin ordenou um aumento emergencial dos pagamentos destinados aos aposentados e aos funcionários públicos, a fim de lidar com a inflação.

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O ex-agente da KGB também apoiou empréstimos subsidiados pelo Estado para empresas atingidas pelas sanções. Esse movimento visa a fornecer uma tábua de salvação para as fábricas que interromperam a produção, em virtude da falta de componentes importados, como chips de computador.

Apesar do cenário econômico desfavorável, Moscou ainda pode gastar aos montes para fortalecer sua economia. Isso porque o país tem baixo endividamento e possui amplo acesso a receitas oriundas da venda de energia.

Em março, os gastos do governo subiram quase 40%, em comparação com o ano anterior, impulsionados pelo aumento de gastos com defesa. Mas as receitas do petróleo e do gás mais que dobraram, o que compensou parcialmente todo o aumento de gastos.

Oficialmente, o Kremlin não informou qual valor será aplicado para lidar com a crise econômica. No mês passado, o ministro das Finanças da Rússia, Anton Siluanov, disse que as medidas iniciais para amenizar a crise no Leste Europeu custariam mais de US$ 35 bilhões, incluindo os incentivos fiscais. Andrei Belousov, vice-primeiro-ministro do país, disse que as cifras poderiam chegar a US$ 112 bilhões. A medida incluiria concessão de créditos, hipotecas subsidiadas e empréstimos a empresas.

O Banco Mundial previu que a economia russa encolherá mais de 11% neste ano. Será a pior contração desde a década de 1990.

Leia mais: “Putin, a Mãe Rússia e o Ocidente”, artigo de Rodrigo Constantino publicado na Edição 102 da Revista Oeste

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