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No Ponto

A reação de Gleisi à resposta de Moraes sobre o IOF

A ministra das Relações Institucionais alega que com a suspensão do imposto, ‘a necessidade de contingenciamento orçamentário persiste’

Gleisi
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann | Foto: | Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, tentou minimizar o impacto da decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu os decretos relacionados ao Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O magistrado determinou uma audiência de conciliação.

Em um esforço para suavizar as consequências da suspensão do IOF, a ministra afirmou que o governo de Lula vai continuar com o “contingenciamento” de recursos orçamentários, apesar da decisão judicial. 

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+ O duro recado de Moraes ao Planalto e Congresso sobre o IOF

“Vamos aguardar que a audiência marcada pelo ministro Alexandre de Moraes resulte em uma solução negociada sobre o decreto do IOF”, escreveu a ministra, no seu perfil no X. “O governo do presidente Lula não tem nenhum problema em conversar com o Congresso e com o STF, sempre buscou o diálogo nesta e em outras questões.”

Embora Gleisi tenha citado a suposta abertura do governo para dialogar sobre o tema, a decisão de Lula de judicializar a derrubada do imposto pelo Congresso Nacional gerou uma crise nos bastidores do legislativo. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), chegou a dizer que vai discutir sobre quem pode ou não acionar o STF para tentar sustar uma decisão do Parlamento. 

Na publicação, Gleisi alegou que, com a suspensão do decreto do IOF, a necessidade de contingenciamento orçamentário persiste, o que, na prática, implica em mais dificuldades para os cidadãos e trabalhadores brasileiros.

+ Alcolumbre critica judicialização excessiva e fala em ‘problemas seríssimos’

“Com a suspensão do decreto do IOF, fica mantida a necessidade de contingenciamento de recursos orçamentários, impondo um ritmo mais lento à execução de todos os tipos de despesas do Orçamento da União”, disse. 

Por fim, a ministra se apoiou em um discurso de “justiça tributária”, sem explicar como isso pode se materializar quando o governo insiste em seguir com uma política fiscal que não só agrava a situação econômica, mas também tem sido imposta sem considerar os reais impactos para a população. 

+ Oposição diz que STF age como ‘poder moderador’ ao decidir sobre IOF

“Temos certeza de que a justiça tributária é o melhor caminho para o país e para as contas públicas, de forma que não sejam impactados os direitos do povo e dos trabalhadores”, concluiu.

A audiência de conciliação convocada por Moraes para o dia 15 de julho, com o objetivo de “pautar as relações entre os Poderes”.

A decisão de Moraes sobre o IOF

Moraes alega obstrução de Justiça e autoriza inquérito contra coronel ligado a Bolsonaro | Foto: Fonte não informada
Moraes é o relator das ações sobre o IOF no STF | Foto: Fonte não informada

Na decisão sobre o IOF, Alexandre de Moraes argumentou que o confronto entre as medidas do Executivo e do Legislativo contraria o princípio da harmonia entre os Poderes, estabelecido no artigo 2º da Constituição Federal. 

“Esse indesejável embate entre as medidas do Executivo e Legislativo, com sucessivas e reiteradas declarações antagônicas, contraria fortemente o artigo 2º da Constituição Federal, que exige a harmonia entre eles, como princípio básico e inafastável de nosso Estado Democrático de Direito em busca do bem comum para toda a sociedade brasileira”, escreveu Moraes.

O ministro do STF também rebateu as críticas que acusam o Tribunal de ativismo judicial. “As ações propostas, igualmente, demonstram a importância de não se confundir o exercício da legítima competência constitucional deste STF com um suposto e indefinido ativismo judicial e afastam a confusão entre discursos vazios de autocontenção do Poder Judiciário com sugestões para uma trágica omissão ou a grave prevaricação, ou mesmo com uma inaceitável covardia institucional para que não se decida e não se faça prevalecer o texto constitucional”, argumentou Moraes em sua decisão.

A coluna No Ponto analisa e traz informações diárias sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política e da economia. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail [email protected].

7 comentários
  1. Manoel
    Manoel

    Deixa ver se entendi: é isso que faz um ministro das relações institucionais?

  2. João José Augusto Mendes
    João José Augusto Mendes

    Que harmonia é essa entre os poderes??????

  3. Adail da Costa Leite Filho
    Adail da Costa Leite Filho

    Qualquer dialogo sobre imposto com o descondenado e seu partido significa ferro no bolso do trabalhador. Não sabe gerar nada além de impostos, burocracia, multas, corrupção e ponto facultativo.
    URNA ELETRONICA COM VOTO IMPRESSO JA.

  4. ELIAS
    ELIAS

    “Justiça Tributária” para Gleise e o PT significa sugar até a última gota do sangue dos otários pagadores de impostos para sustentar os gastos astronômicos e a corrupção desenfreada da camarilha que está no poder.

  5. Wagner
    Wagner

    Esse cabeça de piroka se mete em tudo? O parlamento acabou nesse prostíbulo ?

  6. Andre mendonça
    Andre mendonça

    Se esses alcolumbres e mottas tivessem um mínimo de decência e respeito pelo Poder que representam, simplesmente desconheceriam essa ordem do ditador desmodus rotundus.

  7. Manfred Trennepohl
    Manfred Trennepohl

    Continua a imbecilidade desse governo. A Gleisi Hoffmann alega que precisa de mais impostos para fazer frente às despesas do governo e que, caso não consigam cobrar mais impostos, o povo será prejudicado. Balela, o governo só quer mais impostos para poder gastar mais, em nenhum momento esses irresponsáveis falam em reduzir despesas.

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