A defesa do ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) Alessandro Stefanutto rompeu o silêncio sobre a prisão dele em nova fase da Operação Sem Desconto da Polícia Federal (PF) na manhã desta quinta-feira, 13.
Em nota, a advogada do ex-presidente do INSS, Ana Paula Miranda, afirmou que “não teve acesso ao teor da decisão que decretou a prisão dele” e classificou a medida como irregular.
Receba nossas atualizações
+ Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS, é preso pela PF
“Trata-se de uma prisão completamente ilegal, uma vez que Stefanutto não tem causado nenhum tipo de embaraço à apuração, colaborando desde o início com o trabalho de investigação”, afirmou.
A defesa também informou que vai buscar os fundamentos que embasaram o decreto “para tomar as providências necessárias” e reiterou que segue confiante de que os fatos “comprovarão a inocência” do ex-presidente do INSS.

Presidente da CPMI do INSS comemora prisão
A prisão de Stefanutto ocorre menos de um mês depois do seu depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, quando parlamentares pressionaram o ex-presidente a explicar contratos, fluxos de dados e mecanismos que, na visão dos investigadores, teriam permitido o avanço do esquema. À época, o ex-integrante do governo negou qualquer irregularidade e atribuiu sua gestão a medidas de “transparência e modernização”.
+ Carlos Viana critica habeas corpus concedido a ex-presidente do INSS
O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), reagiu imediatamente à operação, afirmando que a ofensiva confirma as conclusões iniciais do colegiado e que “tem muita gente que ainda vai ser presa”.
“A PF confirmou hoje o que denunciamos desde o primeiro dia da CPMI: existe um esquema nacional que roubou aposentados e pensionistas em 17 Estados”, declarou. “Se a ordem veio do ministro André Mendonça, parabéns. Era mais que necessário.”
Viana voltou a destacar que “muita estrutura pública vai cair”: “Tem muita verdade que vai aparecer”. “Hoje foi um grande dia. E os próximos serão ainda maiores”, afirmou.
+ Gaspar, sobre atrito com ex-presidente do INSS: ‘Estou acostumado com valentia’
Nova operação
A ação foi deflagrada nas primeiras horas da manhã, cumpre dez mandados de prisão preventiva e 63 ordens de busca e apreensão em 17 Estados e no Distrito Federal, no âmbito das investigações sobre o esquema bilionário de descontos associativos não autorizados em benefícios previdenciários.
A operação desta quinta-feira marca a etapa mais ampla desde o início das apurações sobre o suposto esquema que desviava recursos de aposentados e pensionistas por meio de contribuições fraudulentas a associações e sindicatos.
Além de Stefanutto, as diligências também atingiram políticos, empresários, lobistas e servidores ligados ao sistema previdenciário. Entre os alvos, está o ex-ministro da Previdência do governo Bolsonaro José Carlos Oliveira, que deverá usar tornozeleira eletrônica, segundo a CNN Brasil.
A coluna No Ponto analisa e traz informações diárias sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política e da economia. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail [email protected].







































Entre ou assine para enviar um comentário.
Você precisa de uma assinatura válida para enviar um comentário, faça um upgrade aqui.