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Política

Brasil tem mais de 12 mil ações contra o crime organizado sem julgamento

Em 5 anos, volume de processos tem alta de 160%, segundo o CNJ

Ministro Edson Fachin durante a abertura do Seminário “Desafios do Poder Judiciário ante o Crime Organizado” | Foto: Luiz Silveira/CNJ
Ministro Edson Fachin durante a abertura do Seminário “Desafios do Poder Judiciário ante o Crime Organizado” | Foto: Luiz Silveira/CNJ

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) informou nesta segunda-feira, 23, que há 12.448 ações penais relacionadas ao crime organizado ainda sem julgamento nos tribunais brasileiros.

De acordo com o levantamento, o número de novos processos mais que dobrou em cinco anos. Passou de 2.607 em 2020 para 6.761 em 2025, o que representa um crescimento de quase 160%.

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Crime organizado: “Territórios tornaram-se vulneráveis”, diz Fachin

Os dados foram apresentados pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do CNJ, ministro Edson Fachin, que disse: “O crime organizado corrói as instituições, captura mercados lícitos, financia a violência, instrumentaliza o sistema financeiro para a lavagem de seus produtos”. 

De acordo com o magistrado, o crime “disputa com o Estado o monopólio do uso da força em territórios que, abandonados pelo Poder Público, se tornaram vulneráveis”.

Leia também: “O pior STF da história”, reportagem publicada na Edição 313 da Revista Oeste

Fachin acrescentou que, entre 2020 e 2025, apenas 1.140 ações resultaram em algum tipo de punição, enquanto 526 foram julgadas improcedentes. Além disso, houve 292 casos sem punição em razão da morte dos acusados e 90 episódios de prescrição.

Para o ministro, os números evidenciam fragilidades no sistema de persecução penal e indicam a necessidade de revisão de estratégias. “Sem um Judiciário eficiente, a investigação não se completa, a condenação não se sustenta e a recuperação de ativos não se consolida”.

Fachin participou da abertura do Encontro Nacional sobre os Desafios do Poder Judiciário ante o Crime Organizado, ocasião em que defendeu a construção de um pacto entre diferentes instituições para enfrentar o problema.

“Embora estejamos diante de uma ameaça à integridade do território brasileiro, as estratégias de enfrentamento ao crime organizado precisam se ajustar à heterogeneidade regional”, afirmou.

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2 comentários
  1. Osmar Martins Silvestre
    Osmar Martins Silvestre

    O Judiciário não tem mais solução. No Brasil não já Justiça. De longe, o Judiciário é o mais incompetente entre os três poderes. Antes só se conhecia a sua incompetência, com ações que duravam décadas para resolver. Mais recentemente a sociedade ficou sabendo que o problema não é só de desorganização e ineficiência, entrou mais um fator na equação. Esse fator está descrito na letra “C” de qualquer dicionário da língua portuguesa.

  2. Álvaro Afonso Torres de Freitas
    Álvaro Afonso Torres de Freitas

    Ninguém de direito, cobra o STJ?

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