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Política

Com confronto do lado de fora, Câmara de SP aprova reforma da Previdência

Projeto encaminhado pela prefeitura da capital teve 37 votos favoráveis e 18 contrários em segundo turno

Em uma sessão marcada por muito tumulto, confusão e um confronto entre servidores e policiais do lado de fora da Câmara Municipal de São Paulo, foi aprovada na madrugada desta quinta-feira, 11, a reforma da Previdência do funcionalismo público na capital.

O projeto teve 37 votos favoráveis — o número mínimo necessário — e 18 contrários. O texto já havia passado em uma primeira votação na Casa, no mês passado, e também tinha recebido parecer favorável de uma comissão especial que tratou do tema.

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Por se tratar de um projeto de emenda à Lei Orgânica (PLO), o texto não precisa ser sancionado pelo prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB). A reforma entrará em vigor em 120 dias.

Segundo a proposta encaminhada pela prefeitura, cerca de 63 mil aposentados que recebem mais do que um salário mínimo (R$ 1,1 mil) passarão a contribuir com a Previdência municipal, com uma alíquota de 14%. Pelas regras atuais, só são descontados aqueles que ganham acima de R$ 6,4 mil. Pelas contas da administração municipal, o rombo da Previdência ultrapassa os R$ 170 bilhões.

O texto aprovado pela Câmara prevê que a alíquota cobrada seja progressiva — começando em 14% e chegando a 22% para quem recebe mais. Os vereadores acabaram mantendo um artigo que dá ao Executivo o poder para criar uma contribuição extraordinária em caso de déficit.

Como noticiado por Oeste, servidores públicos e militantes de partidos de esquerda protestaram do lado de fora da Câmara contra a proposta discutida em plenário. Os manifestantes jogaram pedras, garrafas e ovos contra o prédio da Casa. Um dos guardas foi atingido por uma pedra no capacete, mas não ficou ferido. A Guarda Civil Metropolitana (GCM) reagiu e disparou balas de borracha contra os agressores.

Os manifestantes também atearam fogo em sacos de lixo espalhados pelas ruas da região. Por isso, um bombeiro foi acionado pela Polícia Militar (PM-SP) para apagar o pequeno incêndio. Com o objetivo de dispersar os manifestantes, a PM jogou bombas de gás lacrimogêneo.

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5 comentários
  1. Eduardo
    Eduardo

    Minha nossa, que proposta absurda. Toda errada. E dos políticos, cortaram alguma coisa?

  2. Daniel BG
    Daniel BG

    Todos sabem que a regra são funcionariado público mamando no dinheiro público. E batem o pé, esperneiam, jogam ovos. Tudo para não perderem os privilégios que lhes foram concedidos outrora, quando a corrupção era a regra e ter funcionários adestrados era muito vantajoso para a continuidade do roubo.

  3. Rosa Lucia Leme Abicair
    Rosa Lucia Leme Abicair

    Reclamando e protestando contra a reforma do governo federal que MANTEVE os direitos adquiridos. Este é o PSDB e os aliados do DesMoronado. #Bolsonaro2022.
    Lembrando que o Dória criou essa alíquota extra, tirando receita dos aposentados DURANTE A PANDEMIA. Vale uma matéria.

  4. Almanakut Brasil
    Almanakut Brasil

    É SÓ NA TERRA DO CALCINHA APERTADA QUE A POLÍCIA RECEBE PEDRADAS E NÃO PARTE PARA CIMA?

    E MUITOS PARASITAS PEÇONHENTOS FACILMENTE IDENTIFICADOS TEM QUE SER EXONERADOS.

  5. jose angelo baracho pires
    jose angelo baracho pires

    Um País e suas Capitanias Hereditárias governados por comunistas travestidos de sociais democratas, terá este tipo de legado. Pouca produção e muitos direitos, principalmente com o que é público.
    Os teóricos marxistas onde metem o bedelho fodem prá vida eterna seus descendentes. Dívidas impagáveis, agora com discussões acaloradas, incitadas pelos mesmos ideólogos, vomo: ah, mas quem ganha menos está sendo sacrificado!!! Nunca, mas nunca mesmo, as taxas deveriam não ser cobradas de 6mil prá baixo, é isto.
    Aqui em Contagem MG o populismo com o IPTU é sempre palco nas eleições. De novo a esquerda comunista tomou a prefeitura, isentando pobres de pagarem!!! Errado!!!

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