publicidade
Política

Deputados de esquerda movem ações contra Nikolas por vídeo sobre Pix

Rogério Correia (PT-MG) e Erika Hilton (Psol-SP) acusam o parlamentar de 'desinformação'

O tribunal determinou que as declarações de Nikolas Ferreira ‘extrapolaram os limites do direito à liberdade de expressão’ | Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
O deputado federal Nikolas Ferreira | Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O deputado federal Rogério Correia (PT-MG), vice-líder do governo Lula na Câmara dos Deputados, acionou a Advocacia-Geral da União (AGU) contra o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) por um vídeo em que o parlamentar afirma que o governo pretende monitorar e tributar transações via Pix.

O petista pede a abertura de inquérito para apurar supostos “crimes” de desinformação e fake news. Segundo Correia, houve “difusão pública e massiva de informações materialmente falsas” sobre normas da Receita Federal, com potencial de abalar a confiança pública nas instituições do Estado.

Receba nossas atualizações

Além da iniciativa do PT, a deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) apresentou representação ao Ministério Público Federal contra Nikolas. Segundo ela, o vídeo gera “confusão técnica” e induz o público a acreditar que haveria taxação ou ampliação da fiscalização sobre transferências feitas pelo sistema de pagamentos instantâneos.

A parlamentar afirmou que a mudança anunciada pela Receita não cria imposto nem aumenta o controle sobre usuários, mas apenas amplia o número de instituições obrigadas a prestar informações ao Fisco.

O vídeo de Nikolas

No vídeo, publicado na terça-feira 13, Nikolas afirma que uma regra revogada em janeiro de 2025 teria sido retomada de forma disfarçada meses depois. “Não é imposto, é monitoramento”, diz o deputado. A publicação alcançou milhões de visualizações, mais de cem mil comentários e quase um milhão de compartilhamentos no Instagram.

A repercussão levou a Receita Federal a divulgar nota negando qualquer tributação ou monitoramento do Pix para fins fiscais, afirmando que a Constituição proíbe a taxação de movimentações financeiras.

A Instrução Normativa RFB nº 2.278, de 2025, estendeu às fintechs e instituições de pagamento as mesmas obrigações acessórias já exigidas dos bancos, por meio do sistema e-Financeira. A regra determina o envio de informações quando movimentações superarem R$ 2 mil para pessoas físicas e R$ 6 mil para pessoas jurídicas.

Segundo a Receita Federal, a medida foi retomada após operação da Polícia Federal que identificou o uso dessas plataformas por organizações criminosas para lavagem de dinheiro. O objetivo, afirma o órgão, é reforçar o combate à evasão fiscal, às fraudes e ao crime organizado — sem identificar transações individuais nem criar novos tributos.

6 comentários
  1. Denis R.
    Denis R.

    Só monitorar… só observar… somente acompanhar… aguarde e confie. rs

    1. Antonio Da Silva
      Antonio Da Silva

      outro protetor de traficantes e criminosos ligados à fintechs??

  2. Antonio Da Silva
    Antonio Da Silva

    Esse moleque frangote tem que ser casado. Quebra toda hora a ética parlamentar ao mentir em vídeos para proteger seus amigos bandidos ligados a fintechs e traficantes.

  3. David S
    David S

    Uma pergunta simples.
    Estes porcarias, que recebem altos salários do contribuinte, não tem nada para fazer, não?
    Ora, vão catar coquinhos, no raio que os partam….

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.