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Política

Mortes, desnutrição e garimpo: o drama dos ianomâmis no governo Lula

Um ano atrás, Flávio Dino ordenou à PF investigação de equipe de Bolsonaro

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Lula em visita a terra ianomâmi, em 2023 | Foto: Reprodução/YouTube/Agência Brasil

Um ano depois de o governo Lula (PT) decretar emergência de saúde pública na região dos ianomâmis, o que se vê na comunidade indígena, localizada na na Floresta Amazônica, é a volta da exploração de garimpo ilegal, desnutrição, aumento do número de mortes de crianças e dos casos de doenças graves, como a malária.

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Em janeiro de 2023, depois da divulgação de fotografias de indígenas extremamente magros, por causa de desnutrição crônica, o então ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, determinou à Polícia Federal a investigação de integrantes do governo de Bolsonaro.

Eles eram acusados pela suposta prática de omissão de socorro e genocídio, que é o extermínio intencional de um povo ou etnia.

No estopim da crise sanitária na região, o atual governo decretou a criação do Comitê de Coordenação Nacional para prestar atendimento a essa população. No entanto, o que se viu na gestão petista foi o crescimento de 50% do número de mortos, somente até novembro de 2023.

Discurso X realidade

Devido à crise humanitária, o presidente Lula da Silva reiterou que a situação se tratava de um crime de “genocídio”. Em mensagem ao Congresso Nacional, em janeiro, ele disse que a condição daquelas pessoas exigia ações mais rigorosas.

“O genocídio cometido contra o povo ianomâmi exige de nós medidas mais drásticas, além do tratamento médico de urgência, o de combate à desnutrição”, ordenou o chefe do Executivo. 

Mais mortos no governo Lula

Quase um ano depois do discurso, o número de mortes de ianomâmis saltou para 308, um aumento de quase 50% na comparação com 2022. O dado foi divulgado em 21 de dezembro pela Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), do Ministério da Saúde.

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De janeiro a novembro de 2023, 162 crianças ianomâmis de até 4 anos morreram | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Segundo o relatório, de janeiro a novembro de 2023, 162 crianças ianomâmis de até 4 anos morreram principalmente de doenças respiratórias, infecciosas e parasitárias

+ Barroso dá cinco dias para Bolsonaro explicar a situação do povo

O diagnóstico não menciona desnutrição. Mas a Organização Mundial de Saúde (OMS) mostra no local dezenas de casos graves, como o de uma criança de 1 ano e 9 meses que pesa 5,3 kg, o equivalente a um bebê de 3 meses.

Em 2023, houve um registro de 25,2 mil casos de malária, o que representa um aumento de  61% em relação a 2022. 

Garimpo ilegal

Lula também falou, no discurso do Congresso, sobre a urgência da retirada de garimpeiros que exploram ilegalmente as terras indígenas.

Hoje, cerca de 8 mil garimpeiros ainda atuam no território ianomâmi, muitos deles a mando do crime organizado, que se alastra pela região.

crianças ianomâmis lula
Há 8 mil garimpeiros que atuam ilegalmente na terra indígena | Foto: Divulgação/Ministério da Defesa

Leia também: “Governo contrata empresa de acusado de chefiar garimpo ilegal

De acordo com um levantamento da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), mais de 60% dos rios daquela área já foram contaminados pela atividade irregular de garimpo, o que agrava ainda mais a situação do maior território indígena do país.

+ PCC vira ‘síndico de garimpo ilegal’ em terra ianomâmi

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4 comentários
  1. Mario Hugo Ladeira Filho
    Mario Hugo Ladeira Filho

    Procura-se a deputada, índia de espanador, que vive a dar conferencia na Europa e no aperto, se veste de Navajo, comprada na butique da ONU.

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