publicidade
Política

Governo articula empréstimo de R$ 20 bilhões para ajudar Correios

Ação da gestão petista busca garantir operações até 2027 e reestruturar a estatal, que enfrenta prejuízos recordes

No governo Lula, Correios acumulam prejuízo histórico | Foto: Ricardo Stuckert/PR
No governo Lula, Correios acumulam prejuízo histórico | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Diante de dificuldades financeiras enfrentadas pelos Correios, o governo federal busca viabilizar um empréstimo de R$ 20 bilhões com Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e instituições privadas, com respaldo do Tesouro Nacional.

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

Receba nossas atualizações

O objetivo é garantir recursos para manter as operações e implementar um plano de reestruturação da estatal de entregas, que inclui medidas como demissões voluntárias, ajustes no plano de saúde e renegociação de dívidas acumuladas.

A empresa calcula a necessidade de R$ 10 bilhões em 2025 e outros R$ 10 bilhões em 2026. Esses valores buscam reforçar o capital de giro e financiar ações previstas no plano de recuperação.

O valor final do empréstimo ainda está em negociação. Não se descarta a possibilidade de o Tesouro realizar um aporte adicional, a depender das condições fiscais do governo.

Negociações e participação dos bancos

As tratativas sobre a operação de crédito ocorreram em reunião na quinta-feira 9. Conforme informação do jornal Folha de S.Paulo, ela contou com a presença dos ministros Fernando Haddad, da Fazenda; Esther Dweck, da Gestão e Inovação; e Frederico de Siqueira Filho, das Comunicações; além de representantes do Tesouro, da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, do Banco do Brasil e da Caixa.

Ainda não foi definida a participação exata de cada banco, mas BTG Pactual, Citibank e ABC Brasil, já credores dos Correios, integram as negociações.

Nova direção e agravamento da crise dos Correios

Emmanoel Schmidt Rondon deve assumir a presidência dos Correios
O novo presidente dos Correios, Emmanoel Schmidt Rondon | Foto: Reprodução/Youtube

A urgência para socorrer os Correios aumentou depois de mudanças na diretoria, agora sob comando de Emmanoel Schmidt Rondon. Ele é servidor de carreira do Banco do Brasil. A avaliação interna é que a chegada de Rondon trouxe maior capacidade técnica para avançar no plano de recuperação da empresa.

O balanço do segundo trimestre de 2025 evidenciou a gravidade da situação: prejuízo de mais de R$ 2,5 bilhões, quase cinco vezes superior ao do mesmo período de 2024. No acumulado do semestre, o rombo superou os R$ 4,3 bilhões, ante R$ 1,35 bilhão no mesmo intervalo do ano anterior.

Leia mais: “Uma bomba chamada Correios”, reportagem de Lucas Cheiddi e Uiliam Grizafis publicada na Edição 287 da Revista Oeste

No início da gestão, Rondon priorizou renegociar um empréstimo de R$ 1,8 bilhão contratado neste ano com um consórcio de bancos formado por BTG Pactual, Citibank e ABC Brasil. O contrato previa pagamento em seis parcelas a partir de junho de 2026. Contudo, cláusulas restritivas permitiam antecipação em caso de problemas jurídicos, situação que se concretizou pelo aumento dos custos judiciais.

Renegociação de dívidas e perspectivas para o futuro

Em consequência, os bancos chegaram a reter recursos dos Correios, o que comprometeu o pagamento dos salários. A situação levou à necessidade de uma renegociação emergencial, que resultou em condições mais rígidas, como juros maiores e início dos pagamentos já em janeiro de 2026, porém sem a necessidade de desembolso imediato total.

Agora, sem esse problema de curto prazo, os Correios buscam implementar o plano de reestruturação. A expectativa é que, mesmo com altos gastos previstos para 2025 e 2026, a partir de 2027 a empresa consiga reduzir despesas. Atualmente, os custos fixos anuais variam entre R$ 20 bilhões e R$ 25 bilhões, o que dificulta ajustes em períodos de queda na receita.

Leia também: “A nova caixa-preta de Brasília”, reportagem de Silvio Navarro publicada na Edição 291 da Revista Oeste

Os participantes das negociações acreditam que o plano permitirá à empresa melhorar seu desempenho financeiro e reposicionar sua atuação no mercado. Além disso, poderá explorar novas fontes de receita, para garantir a sustentabilidade futura.

Leia mais sobre:

9 comentários
  1. IVAN SEVERO DA SILVA
    IVAN SEVERO DA SILVA

    O Bozzo 🇧🇷 quis privatizar,porém o ministro do STF determinou que os compradores,mantivessem o plano médico de todos os funcionários e familiares ,que gira em torno de 7 pessoas pra cada funcionário.
    Quem é louco de comprar uma merda nessas condições?

  2. IVAN SEVERO DA SILVA
    IVAN SEVERO DA SILVA

    Cabide de emprego,uma legião de eleitores da extrema esquerda.
    Quem paga a conta ? os escravos da CLT .

  3. MTM_CZA
    MTM_CZA

    Os Correios atendem os confins deste imenso país, regiões onde empresas privadas alegam que dão prejuízos.

  4. Ricardo Villas
    Ricardo Villas

    A quadrilha rouba os CORREIOS e quem paga a conta é a sociedade brasileira… eis aí o resultado da ação petista.

  5. Edson Csuraji
    Edson Csuraji

    Demite essa cambada de incompetentes ou, mais provável, gatunos, ou melhor, reduz o salário deles a 1 salário mínimo e corta benefícios -carros, motoristas, plano médico e outros mais. Eles recebem bônus? Com prejuízo e pela incompetência?

  6. carlos
    carlos

    Reforçar o capital de giro para que o governo utilize do dinheiro com finalidade exclusivamente eleitoral. E daqui a alguns meses a empresa estará quebrada novamente

  7. IVAN SEVERO DA SILVA
    IVAN SEVERO DA SILVA

    Isso é comprar voto, essa empresa é uma desgraça pro Brasil , só serve a extrema esquerda.

  8. Lourival Nascimento
    Lourival Nascimento

    A desgraça na gestão lulista/petista nos Correios é o símbolo sem retoques da incompetência do lulismo/petismo em destruir por incompetência e especialmente por corrupção qualquer Estatal que caia em suas mãos. O Modus operandi o mesmo, pois as Estatais morrem financeiramente, mas seus dirigentes ficam multimilionários, quiçá, bilionários.

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade