O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), assinou a venda de R$ 10 milhões em honorários advocatícios para o fundo Laguz I em setembro de 2023. A Reag Investimentos, que administrava o fundo na época, é alvo de investigação por suspeita de fraude no caso Master.
O negócio envolveu o escritório Ibaneis Advogados Associados e 405 processos judiciais de servidores da Justiça do Trabalho contra a União. No documento, Ibaneis Rocha é o representante da banca e utiliza assinatura digital para validar a transferência. O fundo Laguz I, por sua vez, foi representado pelo diretor Ramon Pessoa Dantas.
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A assessoria de Ibaneis não comentou o caso e encaminhou os questionamentos ao escritório. A banca Ibaneis Advogados Associados, no entanto, declarou que uma gerente administrativa realizou a assinatura digital, e não o governador. O escritório defendeu a regularidade da operação e informou o recebimento de R$ 5 milhões pela transação.
Conexões de Ibaneis com o BRB
Em 2024, o escritório de Ibaneis solicitou à Justiça o pagamento dos honorários ao fundo da Reag. No mesmo período, o Banco Regional de Brasília (BRB) iniciou negociações com o Banco Master. A Polícia Federal (PF) investiga essas operações por suspeita de fraude.
Além disso, o fundo Laguz I possui ligações com figuras investigadas. O ex-presidente do fundo, Silvano Gersztel, é alvo de apurações por suposta lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC). Atualmente, o diretor do Laguz I é Marcos Ferreira Costa, representante da Reag que apadrinhou dois conselheiros do BRB indicados por Ibaneis. Os conselheiros renunciaram depois da divulgação do caso.
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A estrutura da negociação consistiu na cessão de 100% dos honorários, calculados em R$ 10,39 milhões. Em troca, o escritório recebeu um valor antecipado com deságio. Depois da venda, o fundo da Reag nomeou o próprio escritório de Ibaneis como seu representante legal, sem cobrança de novos honorários.
O fundador da Reag, João Carlos Mansur, negou ligações com o crime organizado em depoimento à CPI do Crime Organizado. Ele confirmou, porém, que o Banco Master era cliente da administradora.
Já o escritório Ibaneis Advogados Associados reafirmou a licitude do negócio em nota. “Trata-se de negócio jurídico regular, lícito e reiteradamente praticado no mercado por escritórios de advocacia, credores da fazenda pública e instituições financeiras, como forma de abreviar o recebimento, com desagio, de valores decorrentes de ações judiciais contra entes públicos.”






































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