No STF, Fux recebe Mendonça e define data da posse

Ontem, presidente do Supremo já havia divulgado uma nota manifestando 'satisfação ímpar pela aprovação'
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Presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, e futuro ministro André Mendonça | Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF
Presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, e futuro ministro André Mendonça | Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, recebeu nesta quinta-feira, 2, na sede do tribunal, o futuro ministro da Corte, André Mendonça, e definiu a data da posse: 16 de dezembro, às 16h.

Mendonça foi indicado pelo presidente Jair Bolsonaro e, depois de meses de espera para ser sabatinado, foi aprovado pelo Senado com 47 votos favoráveis e 32 contrários.

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Ontem, Luiz Fux já havia divulgado uma nota manifestando “satisfação ímpar pela aprovação” dizendo que sabe dos méritos do futuro colega para ocupar uma cadeira no Supremo.

“Além disso, em função da atuação na Advocacia-Geral da União, domina os temas e procedimentos da Suprema Corte, que volta a ficar mais forte com sua composição completa”, afirmou.

Mendonça também foi ao Palácio do Planalto para “dar um abraço” no presidente Jair Bolsonaro.

“Vim dar um abraço no presidente”, disse, sendo informado por jornalistas que Bolsonaro não estava. “Ah, ele foi para o Rio? Ah, então vou lá falar com o Pedro e com o Célio”.

Ele se encontrou com o chefe de gabinete da Presidência, Célio Faria Júnior, e o o subchefe de Assuntos Jurídicos, Pedro Cesar Sousa.

“Ontem mesmo (conversei com Bolsonaro), logo depois. Estava muito feliz também”, pontuou.

O ex-ministro da Justiça e ex-advogado-geral da União vai para a vaga deixada pelo ex-ministro Marco Aurélio Mello, que se aposentou em julho, após completar 75 anos.

Mendonça é pastor evangélico e a sabatina foi marcada pela questão da religião. Na ocasião, ele reforçou a sua defesa do Estado laico.

O futuro ministro também reafirmou seu compromisso com a democracia, a defesa do Estado democrático de direito e a harmonia entre os Poderes.

Para ele, o Poder Judiciário deve ser pacificador dos conflitos sociais e garantidor da legítima atuação dos demais Poderes sem ativismos ou interferências indevidas nesses.

Depois de ser aprovado pelo Senado, Mendonça fez um discurso e disse que a sua ida ao Supremo é “um passo para um homem”, mas “um salto para os evangélicos”.

“Isso tudo é muito passageiro, vocês podem pensar: talvez ele passe 26 anos da sua vida no Supremo. Isso passa em um piscar de olhos. Eu quero servir a esse país podendo chegar ao final dos meus dias com a mesma dignidade com a qual eu entrei”, disse.

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3 comentários Ver comentários

  1. Ao invés de escrever baboseiras, procure dar uma olhada no currículo de André Mendonça. É isso que importa, notável saber jurídico e honesto.
    Completamente diferente dos indicados pela quadrilha que nos desgovernou por 16 anos.

  2. No Instagram da Michelle Bolsonaro, aparecem fotos dela com pastores e familiares do André, durante a sabatina.
    Não foi Gilmar quem o indicou, como ele quer parecer, mas tudo indica que foi a primeira-dama.

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