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Política

General rebate denúncia e nega participação em suposto golpe

Militar que foi do Alto-Comando estaria supostamente envolvido no que a Polícia Federal e a PGR classificaram como 'tentativa de golpe'

stf interrogatórios
O general da reserva Theophilo Gaspar de Oliveira (à esq), durante interrogatório no STF - 28/7/2025 | Foto: Reprodução/TV Justiça

Comandante de Operações Terrestres até novembro de 2023, o agora general da reserva Theophilo Gaspar de Oliveira negou participação no que seria uma tentativa de ruptura institucional. Oliveira é réu no núcleo 3 da suposta trama golpista. O militar foi interrogado no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira, 28.

Ao ser interpelado por sua defesa a respeito de envolvimento em lives com o então presidente Jair Bolsonaro ou na articulação dos planos Punhal Verde e Amarelo e Luneta, respondeu “não”. “Só ouvi falar dessas articulações posteriormente”, disse o militar. “Também não recebi ordem de ninguém para executar o que quer que seja.”

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Por ter ocupado um cargo do Alto-Comando, Oliveira era responsável por dar ordens aos chamados “kids pretos”. O efetivo é treinado em operações de contra-inteligência, insurreição e guerrilha. O grupo seria acionado para prender autoridades durante a tentativa de golpe de Estado, conforme a Polícia Federal (PF). Ainda de acordo com a PF, o ato ocorreria no fim de 2022, antes da posse de Lula.

Apesar de ser o responsável pelos militares de elite, Oliveira disse que eles eram subordinados ao comandante do Exército. “Se eu desse alguma ordem de natureza antidemocrática, ninguém cumpriria”, garantiu o general. “Não existe isso de dar uma determinação assim sem o consentimento do comandante.”

Operação contra Theophilo Gaspar de Oliveira

A Polícia Federal é uma força policial brasileira subordinada ao Ministério da Justiça | Foto: Divulgação/PF
A Polícia Federal é uma força policial brasileira subordinada ao Ministério da Justiça | Foto: Divulgação/PF

Com base em diálogos encontrados no celular do tenente-coronel Mauro Cid, delator do “golpe’, Oliveira teria “consentido com a adesão ao golpe de Estado desde que presidente assinasse a medida”.

Segundo as investigações, o consentimento ocorreu durante uma reunião com Bolsonaro no Palácio da Alvorada, em 9 de dezembro de 2022.

Oliveira é natural de Fortaleza (CE), onde comandou a 10ª Região Militar (10ª RM), e vem de uma família com tradição no Exército e na política.

Leia também: “O malabarismo jurídico da PGR”, reportagem publicada na Edição 278 da Revista Oeste

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