Vice-líder do DEM defende PLP 149, mas não fala em rejeitar alterações do Senado

Luis Miranda foi o responsável por orientar o voto do partido no dia da votação do Plano Mansueto 'light'. Deputado sustenta que o dever do país é fazer o dever de casa de fiscalizar se os recursos vão chegar na ponta
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Deputado Luis Miranda (DEM-DF) é autor de projeto que tenta amenizar impactos do coronavírus em contratos locatícios | Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Deputado Luis Miranda (DEM-DF) é autor de projeto que tenta amenizar impactos do coronavírus em contratos locatícios | Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Deputado Luis Miranda (DEM-DF) | Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Não é hora de falar em revogar o que o Senado alterar em relação ao substitutivo do Projeto de Lei Complementar (PLP) 149/19, o chamado Plano Mansueto ‘light’. Apesar de alguns deputados admitirem a possibilidade de ignorar a votação dos senadores e aprovarem o texto como saiu da Câmara, outros pregam sobriedade na discussão. É o exemplo do deputado federal Luis Miranda (DEM-DF), vice-líder do partido.

Foi Miranda quem orientou a defesa e os votos do DEM pela aprovação do substitutivo ao PLP 149, do relator Pedro Paulo (DEM-RJ). O deputado, membro da “bancada liberal”, concorda com o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) ao rechaçar que a votação defina quem é ou não liberal. Ele defende seu voto a favor da aprovação, mas sustenta que não é o momento de falar em rejeitar, desde agora, uma modificação feita pelos senadores ao Plano Mansueto ‘light’.

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O deputado destaca que países no mundo inteiro, somados, investiram trilhões de dólares em seus povos. Inclusive, sustenta que países em desenvolvimento, como o Brasil, investiram até mais. “Os brasileiros estão se batendo por causa de R$ 80 bilhões (que chega a R$ 89,6 bilhões com a suspensão de dívidas com bancos). O que temos que fazer é nosso dever de casa de fiscalizar se os recursos vão chegar na ponta”, avalia.

Impedir o recurso de atender a população mediante a rejeição ao texto, pondera Miranda, é uma grande maldade. “Se o Senado tiver consciência, vai manter o texto. Não é o momento de fazer politicagem. O texto é importante neste momento, principalmente para os municípios que vão ter falta de recursos para cumprir com suas obrigações, como aquelas que a população mais precisa”, diz.

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2 comentários Ver comentários

  1. o grande negócio é que estados e municípios querem grana de mão beijada. assim não dá. tem que haver contrapartida. não querem dar a contrapartida. sugiro que Bolsonaro vete essa maracutaia que os congressistas fizeram com o plano mansueto.

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