publicidade
Política

Votação de PEC das Drogas em comissão do Senado é adiada

Expectativa é que a apreciação ocorra em 11 de dezembro

Relator da PEC das Drogas, o senador Efraim Filho (União Brasil-PB) apresentou o parecer da matéria na quarta-feira 22 | Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

A votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) das Drogas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) foi adiada, nesta quarta-feira, 29. Conforme apurou Oeste, o motivo do adiamento se deu em virtude de o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), não estar na Casa nesta semana.

O senador mineiro acompanha o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na viagem à COP28. Desse modo, a ideia é que a apreciação fique para 11 de dezembro na CCJ e, em seguida, vá para o plenário do Senado.

Receba nossas atualizações

Relator da PEC das Drogas, o senador Efraim Filho (União Brasil-PB) apresentou o parecer da matéria na quarta-feira 22. Inicialmente, havia um acordo para a apreciação do texto nesta semana.

A ideia da PEC é consagrar na Constituição o que a Lei das Drogas (2006) prevê, de acordo com Efraim. Isso porque o Supremo Tribunal Federal se debruça sobre o tema em um julgamento que prevê a descriminalização do porte de maconha.

+ Ministros da Justiça e da Saúde faltam à audiência sobre PEC das Drogas e relator fala em “omissão”

Conforme os votos proferidos até o momento — pois houve pedido de vista do ministro André Mendonça –, a ideia é fixar uma quantidade da maconha para caracterizar uso pessoal, e não tráfico de drogas. A quantidade ficaria entre 25 e 60 gramas de maconha ou seis plantas fêmeas de Cannabis. Contudo, ela será definida quando o julgamento for finalizado. 

“Quando se define um critério quantitativo, digo que a droga continua ilícita, mas que a posse e o uso serão lícitos”, explicou o relator. “Se não vende em farmácia e em mercado, só vai restar o tráfico. Comprando no tráfico, estou financiando o crime organizado. Indiretamente, estaria legalizando o tráfico em pequenas proporções.”

A mudança que Efraim traz no relatório é que a PEC das Drogas dê ao usuário de entorpecentes alternativas de prestação de serviços à comunidade e que a solução não seja o encarceramento do usuário. “A criminalização vai permanecer, mas separando o usuário”, contou.

Atualmente, a Lei de Drogas prevê oito circunstâncias para diferenciar o traficante do usuário de drogas, sendo: quantidade, natureza da substância apreendida, local e condições da ação delituosa, circunstâncias sociais, pessoais, conduta e antecedentes criminais.

O objetivo de Efraim é fazer com que a decisão sobre a quantidade que vai diferenciar um usuário de um traficante permaneça nas mãos da autoridade policial e judicial. O relator ainda pontuou que a PEC tem uma função institucional, pois defende as prerrogativas do Senado.

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.